A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/06/2020

No Estado de São Paulo o “rodício de carro” foi uma medida implementada com a tentativa de melhorar o fluxo urbano, todavia essa como outras intervenções posteriores não se mostrou muito eficaz. Nesse sentido, a mobilidade urbana configura-se cada vez mais dificultosa no Brasil, tendo em vista, a inoperância governamental em combater tal problemática, assim como a ausência de segurança nas ruas e conforto nos transportes coletivos, que dessa forma alimentam no indivíduo a vontade e necessidade de possuir um veículo particular.

Convém ressaltar, a princípio, que os congestionamentos e estresses dos trânsitos nas cidades é fruto não apenas de ações impotentes do Poder Público, mas também do incentivo capitalista e de governos anteriores em favorecer o avanço da indústria automobilística no país. Destarte, após manifestações ocorridas em 2013, o Plano Nacional de Mobilidade Urbana foi criado, tendo como intensão que os municípios, até o ano de 2018, promovessem melhorias no tráfego de transportes e pedestres, entretanto tal projeto vem sendo adiado até os dias atuais. Em resumo, essas ações são reflexos do descaso Estatal quanto a saúde da população e do meio-ambiente, de modo que o lucro é priorizado acima dos valores, como afirmado pelo sociólogo Karl Max.

Outrossim, as péssimas estruturas dos espaços comuns favorecem roubos, acidentes e a imobilidade de deficientes físicos, de maneira que a rejeição populacional em se locomover livremente nesses locais se faz ainda maior. Por conseguinte, é esperada a sobrecarga das conduções coletivas, assim como o aumento de carros e motos em circulação. Como demonstrou a pesquisa realizada pela Agência Nacional de Fabricantes dos Veículos Automotores (ANFAVEA), na qual diz que no ano de 2019 2,78 milhões de carros foram vendidos no país, 7,8% acima da média de 2018. Logo, torna-se evidente as condições precárias em que se encontra a locomobilidade no Brasil, haja vista a crescente instância pelos cidadãos em possuir seu transporte privado.

Urge, então que medidas venham ser tomadas para a melhoria do quadro atual. A priori, o Ministério da Infraestrutura (MI), por meio de verbas governamentais, deve ampliar e reparar as calçadas e ciclovias, assim como distribuir mais postes de iluminação em áreas de pouco movimento. Além, de iniciar campanhas contra o acréscimo de automóveis indivíduas nas metrópoles, mediante redes sócias e comercias de televisão, que expliquem a população as consequências ambientais e qualitativas causadas por esses bens de consumo, ambas medidas com fito de configurar o deslocamento citadino mais súpero, como igualmente diminuir os excessos de veículos nas ruas, de modo a promover um país mais limpo e confortável a todos.