A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 05/06/2020

Na obra ‘‘utopia’’ de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, cujo corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. Contudo, na sociedade contemporânea ainda temos a mobilidade urbana como um problema vigente no nosso dia a dia. Este cenário antagônico se oriunda tanto do aumento das tarifas quanto das superlotações em diferentes planos. Diante disto, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro plano, é fulcral pontuar que o problema da mobilidade urbana deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. A falta de investimentos em transportes públicos, cria um cenário subversivo que não atende a demanda, cada vez maior, de pessoas que são dependentes da utilização desse tipo de serviço. Os reajustes de tarifas (alvos de manifestações em 2013), ônibus e metrôs que demoram cada vez mais para chegar nos pontos, propiciando um maior superlotamento nos veículos, acabam sendo fatores que prejudicam o dia a dia de muitos brasileiros.

Paralelamente a isso, as pessoas passaram a optar em ter seu veículo própio, de forma a evitar os transtornos citados anteriormente. Entretanto, tal ação se tornou tão frequente que a frota de carros presente nas metrópoles nos últimos dez chegou a dobrar, segundo dados do ‘‘Observatório das Metrópolis’’. Dessarte, tal ação se converteu num maior aglomerado de carros nas avenidas e ruas dos grandes centros, gerando assim, muito mais focos de trânsito, que por sua vez atrapalham ambos os planos de transporte, findando neste ciclo de impasses.

Nesse sentido, medidas exequíveis são necessárias para o controle dessas problemáticas na sociedade brasileira. Para isto, no intuito de mitigar os problemas da mobilidade urbana, necessitasse que o Tribunal de Contas da União direcione Capital, que por intermédio do Ministério do Transporte em conjunto com empresas privadas do mesmo ramo, invistam na manutenção e maior distribuição das linhas para que as trajetórias sigam mais fluídas e ágeis. Ademais é necessário que os Governos estaduais se espelhem em medidas tomadas em outros países para o controle mais eficaz dos trânsitos nas cidades, para que assim a sociedade atinja a ‘‘utopia’’ de More.