A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 06/06/2020

Desde os incentivos à expansão da política rodoviarista de Juscelino Kubitschek, o Brasil passou a valorizar de maneira exagerada a posse do carro particular, criando, na contemporaneidade, um excesso de veículos nas ruas, o que dificulta a locomoção dos indivíduos nas cidades. Tal dificuldade é acentuada pela má qualidade do transporte público, que incentiva os indivíduos a adquirirem carros contribuindo, assim, com o aumento da poluição e dos engarrafamentos gerados por esses veículos. Desse modo, é necessário melhorar a qualidade da mobilidade urbana no Brasil.

De início, é válido ressaltar que a má qualidade do transporte público e a falta de estrutura para meios de transporte alternativos no país estimulam o indivíduo a adquirir um carro. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Clima e Sociedade, dos 3 mil entrevistados 51% pretendem comprar um veículo nos próximos anos, além disso, a pesquisa também aponta que o principal motivo para os outros 49% não pretenderem adquirir um carro é falta de dinheiro. Tais dados são preocupantes, pois o excesso de automóveis nas cidades trás resultados negativos para a sociedade.

Assim, os engarrafamentos surgem como consequência direta do excesso de carros. De acordo com o jornal O Globo, os paulistanos, por exemplo, passam 45 dias por ano presos no trânsito, esse infortúnio se tornou comum no cotidiano brasileiro, diminuindo a qualidade e a segurança das estradas, além de promover o aumento da poluição sonora e atmosférica na cidade. Também, os congestionamentos geram grandes perdas econômicas, uma vez que o tempo e a energia que os indivíduos poderiam estar gastando em atividades que geram renda e movimentação financeira são gastos em horas no trânsito. Logo, é imprescindível diminuir os engarrafamentos no país.

Portanto, é profícuo melhorar a mobilidade urbana no Brasil. Para isso, é necessário que, além de ampliar a rede pública de transportes, os Governos estaduais adotem as ciclovias e o rodízio veicular nas cidades do país com o objetivo de descongestionar o trânsito e, por consequência, diminuir a poluição no ambiente urbano. Também, o Ministério do Meio Ambiente, com o auxílio da mídia, deve promover o uso de transportes coletivos e alternativos, como ônibus e bicicletas, pela população, a fim de estimular a adoção desses veículos. Desse modo, será possível melhorar a qualidade da mobilidade urbana no Brasil.