A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 17/06/2020

A questão da mobilidade urbana no Brasil insere-se no contexto atual como um problema sociocultural. Isso é caracterizado pela condição que permite o deslocamento de pessoas e bens nas cidades e tem como principais desafios à dificuldade de locomoção, prejuízos à sustentabilidade e também à superlotação nos transportes públicos. Dessa forma, analisar tal situação torna-se um problema, visto se viver numa conjuntura social permeada por diferenças.

A priori, vale ressaltar que, de acordo a constituição de 1988, o direito de ir e vir são uma das garantias fundamentais do cidadão. No entanto, esse sistema é dificilmente efetivo no que se refere ás grandes cidades, visto que seu alto índice de carros trafegados dificulta a sua mobilidade e provoca, todos os dias, quilômetros de congestionamentos. Além disso, proporcional ao numero de carros, tem-se também os riscos relacionados á saúde e ao meio ambiente, com o aumento consideravelmente de gases de efeito estufa emitido por esses transportes.

A posteriori, segundo pesquisa de 2016, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a frota de automóveis no Brasil cresceu 400% nos 10 anos anteriores. Todavia, é evidente que mesmo assim ainda há superlotação nos transportes públicos, com passagens caras, veículos inacessíveis a todos e em condições ruins, sem contar no tempo de espera nos pontos. Nesse sentido, tem-se também a falta de infraestrutura com avenidas e ruas esburacadas, estreitas e sem sinalização.

Diante da situação, de acordo a mobilidade urbana no Brasil, cabe ao Governo Federal à criação de ciclovias interligando os principais trajetos utilizados pelos indivíduos em grandes cidades, como também o incentivo e a disponibilização do uso de bicicletas de forma gratuita para toda a população. Neste viés, tem-se o objetivo de melhoria no transito e diminuição da quantidade de carros e motos, como também impactaria positivamente no meio ambiente com a diminuição dos gases de efeito estufa.