A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 16/06/2020

O documentário “130 km – Vida ao Extremo” dirigido por Luciano Trindade retrata as dificuldades de quatro moradores da periferia de São Paulo que para chegar ao seu local de trabalho tem de percorrer, diariamente, longas distâncias em ônibus precários, em vias frequentemente congestionadas, enquanto sonham com uma vida melhor. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, a mobilidade urbana é um desafio presente, o qual ocorre, evidentemente, devido à precariedade dos transportes públicos que gera efeitos impactantes a biogeocenose.

Preliminarmente, é pertinente elencar que o sucateamento de ônibus comunitários é um agente dessa problemática. Nessa perspectiva, consoante o artigo 6º da Constituição Federal de 1988, o transporte é direitos de todos e dever do Estado, entretanto essa prerrogativa não é efetuada. Dessa forma, conforme o portal de notícias G1, mais de 60% da população de São Paulo encontram-se insatisfeitos com o transporte público. Logo, visivelmente, a ausência de comprometimento governamental prejudica o corpo social, assim como, relatado no documentário “130 Km”.

Outrossim, é fundamental analisar que a instabilidade dos veículos comunitários suscita em poluição ambiental. Dessarte, indubitavelmente, os gases poluentes na atmosfera liberados pela queima de combustíveis fósseis através do uso intensivo de transportes individuais, fomenta em degradação do meio ambiente. Sob esse ponto de vista, segundo o jornal O Globo, aproximadamente 55% da contaminação do ecossistema é referente ao uso de transportes privados. Portanto, irrefutavelmente, devido à inconsistência dos locomotores coletivos o indivíduo inclina-se para o uso de automóveis particulares promovendo, dessa forma, a poluição atmosférica.

Em vista dos fatos elencados, é necessária medidas de valorização dos transportes públicos e a diminuição da contaminação ambiental. Destarte, cabe ao Ministério da Infraestrutura criar programas sociais, como ampliação de linhas de ônibus e metrôs, por meio de investimentos em secretárias municipais e estaduais que promovam qualidade na locomoção, com a finalidade de garantir aos cidadãos seus direitos previstos na Magna Carta. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente deve implementar projetos em parceria com a Mídia, por intermédio de propagandas e debates em televisões e redes de comunicações, como o incentivo a uso de bicicletas e locomotores não poluentes, com o objetivo de minimizar a contaminação ao biossistema.