A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/06/2020
Lentidão, baixa produtividade, estresse. Diversas são as consequências da falta de mobilidade urbana no Brasil. Esse cenário evoca reflexões sobre o aumento do fluxo de carros nas cidades, a baixa qualidade dos transportes coletivos, e rodovias mal elaboradas, os quais geram consequências econômicas, sociais e ambientais. Nesse aspecto, a mobilidade urbana é um desafio no Brasil porque envolve um trabalho de diálogo entre população e Estado, bem como ações conjuntas desses segmentos sociais, no sentido de garantir a fluidez do tráfego urbano.
Primeiramente, cabe considerar que as causas geradoras da imobilidade urbana são múltiplas. Embora o governo de Juscelino Kubitschek tenha criado um plano desenvolvimentista que favorecia a construção de rodovias e a instalação de indústria automobilística, a realidade brasileira aponta para uma má estrutura que não suporta a quantidade excessiva dos carros nas rodovias e a falta de rodovias adaptadas para transportes alternativos, como para o uso da bicicleta ou o deslocamento a pé. Além disso, o desconforto no veículo público pela lotação associado a baixa qualidade do transporte, no qual gera insegurança ao passageiro, faz com que o indivíduo opte pelo carro particular. Esses aspectos ratificam a ideia de George Bernard Shaw que diz que o progresso é impossível sem mudanças, logo é necessário melhorar as ações para gerar uma mobilidade nas cidades.
Outrossim, em resposta a essa questão, são os efeitos sociais, econômicos e ambientais. Segundo dados do Observatório das Metrópoles, entre os anos de 2002 até 2012, enquanto a população brasileira aumentou 12,2%, o número de veículos registrou um crescimento de 138,6%. Nesse âmbito, as horas perdidas em congestionamento pelo grande fluxo de automóveis e pela baixa estrutura nas rodovias, geram problemas ambientais, como: poluição do ar pelo excesso de emissão de gases do efeito estufa e poluição sonora. Esses fatores conjuntos acendem consequências sociais, como o estresse, ansiedade e problemas respiratórios gerados pela poluição. Ademais, grandes são os problemas econômicos, visto que a demora no trajeto provoca prejuízos por perda de carga além da menor produtividade dos trabalhadores pelos atrasos e cansaço.
Diante dessa problemática, torna-se indispensável a tomada de medidas para melhorar a mobilidade urbana. Cabe, portanto, o Governo investir mais no transporte público, como: aumentar a frota, torna-lo mais eficiente, deixa-lo mais atrativo (visto que o desconforto é um fator desmotivador para o uso do mesmo), e torna-lo mais ágil criando vias exclusivas, para que esse transporte seja mais rápido e eficaz que um carro particular. Desse modo, diminuirá o fluxo de carros melhorando assim a mobilidade urbana.