A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 04/07/2020
Lentidão, baixa produtividade, estresse. Diversas são as consequências da falta de mobilidade urbana no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a ausência de planejamento governamental com a infraestrutura dos meios de locomoção desde o século XX, que somada a precária situação dos transportes públicos, conduziu a estradas completamente lotadas, que geram problemas ambientais, sociais e econômicos à sociedade brasileira.
A segunda grande onda de urbanização, que iniciou em 1950, no Brasil, paralelamente à falta de investimentos políticos em infraestrutura, acarretou em um precário sistema de transportes que se estende até a atualidade. Acrescenta-se a isso, o alarmante cenário dos transportes coletivos, que apresenta insegurança, incapacidade e morosidade. Desse modo, os passageiros buscam adquirir um veiculo particular, assim promovem um superlotamento das rodovias, como pode ser visto segundo dados do Observatório das Metrópoles, que diz que entre os anos de 2002 e 2012, enquanto a população brasileira aumentou 12,2%, o número de veículos registrou um crescimento de 138,6%. Dessa maneira, há uma sobrecarga da poluição do ar, visto que 72,6% dos gases poluentes têm origem em automóveis, além de ocorrer poluição sonora, onde em meio ao caos do congestionamento, há presença constante de buzinas. Ademais, há diversos danos econômicos, como o repentino atraso, que leva a demissão, a perda de produtividade dos trabalhadores, entre outros fatores que somados geram, segundo o jornal Estadão, um prejuízo de 62 bilhões de reais ao país.
Portando, a fim de melhorar a atual situação da mobilidade urbana brasileira, cabe ao Governo Federal, mediante a destinação de parte do orçamento nacional, investir na ampliação das frotas e linhas de ônibus, como também em pesquisas para melhorar a qualidade do transporte público, dessa maneira os cidadãos sentiriam-se mais seguros e aconchegados em utilizar desse meio, assim diminuindo a quantidade de veículos nas vias.