A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 01/07/2020

Durante a segunda metade do século XX, o Brasil teve um crescimento urbano acelerado. Entretanto, não foi um crescimento de qualidade, pois não houve tempo hábil para aplicar a infraestrutura necessária, e isso é notável com a mobilidade urbana, que segue como um problema na atualidade brasileira, enfatizada pelo relapso dos municípios com o sistema de transporte público associado a um sistema econômico que incentiva a aquisição de transporte particular.

Em primeiro lugar, é necessário entender que a mobilidade urbana é um direito social, e deve ser assistido, em primeira instância, pelos municípios. Entretanto, na maioria dos casos, o serviço é terceirizado para grupos admistrativos, que visam apenas o lucro. Fatores como transportes lotados, sucateamento e preços elevados, prejudicam os usuários do sistema público de mobilidade, sem apresentar interferência do município, principal responsável para uma mobilidade urbana sustentável. Desse modo impactando no dia a dia da população, influenciando negativamente na saúde e na economia dos brasileiros.

Ademais, a negligência dos municípios atrelados à necessidade da população e incentivos políticos, aumentaram a aquisição de transportes privados, o que prejudica a resolução da mobilidade urbana. Com a atração das indústrias automobilísticas na década de 60, e a redução do Imposto sobre o Produto Industrializado (IPI) em 2008, houve um grande crescimento na compras de carros. Uma pesquisa realizada pelo Observatório dos Ministérios, entre os anos de 2002 a 2012, houve um crescimento de 138% no número de veículos no Brasil. Uma alternativa para os que precisam se locomover e encontram dificuldade com os meios públicos. Mas que não resolve o problema, só intensifica, pois dessa forma aumentam os congestionamentos nas ruas e a emissão de gases poluentes.

Portanto, deve-se dar uma atenção para resolver os problemas da mobilidade urbana. Podendo os vereadores, otimizarem os serviços de mobilidade urbana e a fiscalização das prestadoras, por meio de licitações mais rigorosas, estipulando uma demanda mínima de transportes que atendam a demanda do município, assim como a manutenção dos mesmo, além de relatórios mensais com os custos, para averiguação dos custos cobrados pelo serviço. Para que dessa forma se possa prestar um serviço de qualidade para todos, e reduzir os malefícios causados pelo excesso de transporte, tanto para os habitantes quanto para o planeta.