A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 03/07/2020
O homem sempre procurou facilidades para se locomover, como na Pré-História, mais especificamente no período Neolítico, quando foi desenvolvida as técnicas de domesticação de animais, que facilitou a caça e a agricultaria já presente naquele período. Milhares de anos depois, como consequência da Revolução Industrial e o êxodo rural, grandes cidades cresceram de forma desenfreadas, surgindo problemas de mobilidade urbana, como o que ocorre nas grandes cidades brasileiras. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a falta de planejamento das cidades e o consumismo.
No Brasil, o êxodo de pessoas para as grandes cidades, na fuga dos períodos de secas ou simplesmente na busca por melhores oportunidades nos centros urbanos, resultou em diversos problemas. Assim, no que se refere ao planejamento das grandes cidades, é perceptível a falta de espaços para ciclistas e pedestres, implicando em diversos acidentes e mortes. Fica evidente, também, a desvalorização do transporte público, muitas vezes em estados precários e com preços fora da realidade, causando a preferência, por parte da população, pelo uso de automóveis particulares e consequentemente no aumento do trânsito.
Todavia, essa dificuldade não é só fruto de cidades mal planejadas, mas também do consumismo, no qual, muitas vezes, a compra de um carro é visto como imprescindível para as pessoas. Essa valorização do automóvel, no Brasil, é causada principalmente por governos que investiram no crescimento da indústria automobilística, como o governo de Juscelino Kubistscheck e o seu plano de metas. Além disso, a frase do filósofo Immanuel Kant: “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, mostra que a falta de uma formação educacional adequada para população , que valoriza o “ter” em detrimento do “ser”, é um dos fatores para a intensificação desse problema.
Dessa forma, diante dos argumentos supracitados, é importante que o Governo Federal, através do Ministério do Transporte, melhore a mobilidade urbana das grandes cidades, por meio de investimentos em transportes púbicos de qualidade e com preços acessíveis, como também no planejamento da ruas das cidades, valorizando espaços para ciclistas e pedestres por meio de construção de ciclovias e de passarelas. É necessário, também, que o Ministério do Transporte, por meio das rede sociais, invista em campanhas para conscientizar a população na diminuição do consumo de automóveis e na importância do transporte público sustentável.