A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 08/07/2020
Na série “Black Mirror” é retratada uma sociedade em que o aluguel de carros é associado ao status social da pessoa. Analogamente à ficção,na realidade, o acesso aos automóveis é determinado pelo poder aquisitivo. Apesar disso, a questão da dificuldade de mobilidade urbana vem atingindo todos os cidadãos que trafegam nas rodovias, o que é evidenciado pelos grandes congestionamentos, principalmente nas regiões centrais. Diante disso, faz-se necessária a discussão da locomoção precária no cenário brasileiro.
Primordialmente,é imprescindível destacar que a pouca variedade de alternativas de transportes intensifica a problemática. Em meados do século XX, o presidente da república Juscelino K. implantou o sistema rodoviário como o principal meio de deslocamento do país.Entretanto, essa decisão acabou marginalizando o uso dos outros modais , o que é um fator negativo diante da grande expansão territorial brasileira. Além disso, os veículos que predominam nas rodovias são de grande e médio porte, o que coloca em risco a circulação de veículos sustentáveis de pequeno porte, como bicicletas, que ,por sua vez ,não dispõem de ciclovias para transitar.
Outrossim, a falta de qualidade no serviço de transporte público é emblemático. Em sua maioria, os usuários desse serviço são pessoas de classes média e baixa de renda, o que fez a sociedade associar o uso com a condição financeira. Além disso, a superlotação dos veículos coletivos, a oferta de horários pouco flexíveis e as manutenções e serviços de higienização precários levam as pessoas a optarem pelo individualismo. Porém, optar pelo serviço público em detrimento ao individual contribui para a diminuição de gases poluentes como o gás carbônico, que tem ,como consequência, o agravamento do efeito estufa.
Portanto, melhorias devem ser feitas para elevar a qualidade da mobilidade urbana. Para isso, cabe ao Governo federal em parceria às empresas privadas de transportes públicos investirem na infraestrutura do serviço oferecido, de modo que as superlotações sejam evitas com a disponibilização de mais veículos nos horários de aglomeração, a flexibilidade de oferta seja repensada para atender o maior número de pessoas possível e a higienização e manutenção sejam feitas frequentemente. Dessa forma, poderá ser proporcionado conforto e segurança aos clientes e atrair mais usuários. Ademais, cabe ao governo Federal reformar e construir mais ciclovias, para aumentar o uso de transporte alternativo. Feito isso, poderá ser construído um país mais fluido e sustentável.