A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 14/07/2020
No governo de JK, século XX, a partir do “Plano de metas: 50 em 5” as indústrias automotivas impulsionaram a criação de estradas, bem como a estimulação desordenada de uso de veículos, fato que resultou maior consumo do combustível. Hodiernamente, o cenário brasileiro apresenta dificuldades devido a excessiva presença de automóveis nas vias, inviabilizando a plena circulação das pessoas. Neste sentido, tanto a precarização do sistema de transporte público quanto os efeitos causados na sustentabilidade são assuntos pertinentes à mobilidade urbana e ao bem-estar nacional.
Em primeira análise, a Lei da Mobilidade Urbana, nº 12.587, visa garantir a integração entre os diferentes modos de circulação e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas, bem como a qualidade no transporte e pontos de embarque e desembarque. Entretanto, é evidente que o Brasil apresenta uma crise na via de deslocamento, uma vez que a realidade presente no transporte público é caótica e alarmante, onde os ônibus, mêtros e outros meios de locomoção são inseguros, danificados, superlotados e vagarosos, resultando a preferência pelo transporte individual. Sendo assim, necessário a mudança do cenário vigente no Brasil, em busca da redução de veículos particulares, que por sua vez corroboram para o popular “engarrafamento”.
Por conseguinte, a palavra sustentabilidade advém do latim “sustentare”, que significa, sustentar, cuidar, preservar e apoiar, o desenvolvimento sustentável tem como objetivo a preservação do planeta e atendimento das necessidades humanas. Contudo, o aumento no número de tráfegos acarreta a poluição do ar e sonora, haja vista o crescimento na emissão dos gases poluentes que contribuem para o efeito estufa, fato que ocasiona um prejuízo na saúde e bem-estar dos cidadãos. Dessa forma, é essencial ações que alterem os índices dos causadores de tal problema ambiental.
Em virtude dos fatos mencionados, cabe aos órgãos governamentais fiscalizarem as condições dos modais de transportes, por meio da criação de equipes que fiscalizem, periodicamente, os estados em que se encontram os coletivos públicos, a fim de que se estabeleça uma locomoção segura e confortável para a população. Ademais, o governo, juntamente com as empresas privadas, poderiam criar “um bilhete único”, mediante parcerias com os meios de transportes, onde o passageiro só usaria uma passagem para as diferentes formas de deslocamentos, com o fito de incentivar o uso do sistema público de circulação, com isso reduziria o uso de veículos individuais e os impactos ambientais.