A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 23/07/2020
Desde 2002 Londres adotou o pedágio urbano, o qual consiste numa taxa cobrada sobre os automóveis pessoais que transitarem nas áreas de maior trânsito na capital, na intenção de desencorajar o uso destes, aumentando a mobilidade urbana. Contrastando a isso se tem o Brasil, país no qual o a fluidez nas cidades está sendo seriamente prejudicada devido ao crescente número de veículos circulando.
A princípio, a falta de estrutura para transportes alternativos, como trem ou metrô, pode ser apontada como uma das principais causas de uma crise na mobilidade urbana brasileira, considerando que o povo, sem opções de qualidade para se transportarem, acabam aptando por adquirir um automóvel, aumentando o tráfego destes.
E é importante ressaltar que os motivos dessa falta de estrutura são as políticas do Juscelino Kubitschek, ex presidente do Brasil que investiu fervorosamente no desenvolvimento de rodovias e do setor automobilístico. Ademais, com a mobilidade urbana brasileira em crise, uma das principais consequências disso é ambientalmente, considerando que num trânsito parado ficam centenas de veículos ligados, queimando combustível e liberando dióxido de carbono por muito mais tempo que o necessário caso as vias estivessem se movimentando. Ou seja, esse maior tempo gasto para percorrer um caminho devido a falta de fluidez faz com que a quantidade de CO2 jogado na atmosfera aumente, intensificando o fenômeno da chuva ácida e do aquecimento global.
Dessa forma, é necessário que o Ministério da Infraestrutura integre diferentes modais de transporte. Isso deve ocorrer por meio da construção de ferrovias, ciclovias e hidrovias, a fim de aumentar a mobilidade urbana. E, dessa forma, o brasileiro irá poder se transportar pelas cidades de forma mais eficiente.