A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 22/07/2020

Historicamente, o Governo de Juscelino Kubitschek criou subsídios para a indústria automobilística com o âmbito de desenvolver a indústria nacional. Por consequência, o incentivo ao transporte motorizado individual escandalizou a defasagem no transporte coletivo, bem como o aumento de gases poluentes.

Em primeiro lugar, de acordo com o ex prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa : ’’ A cidade avançada não é aquela em que os pobres andam de carro, mas aquela em que os ricos usam transporte público.’’ O incentivo ao transporte individual motorizado dificultou o investimento no transporte público, como também, atualmente apenas 0,7% do PIB brasileiro é destinado a mobilidade urbana, segundo dados do IPEA. constata-se que esse imbróglio contribui para baixa produtividade nacional, segundo a Confederação Nacional da Industrial.

Em consequência disso, é indubatível que o aumento de veículos contribuem para o aumento de gases poluentes. Segundo o Instituto de Energia e Meio Ambiente, os carros representam 72,6% da emissão de gases tóxicos do efeito estufa. Em seguida, dados da Universidade da Califórnia, carros movidos a diesel poluem sete vezes mais o meio ambiente. Verifica-se que o grande fluxo de veículos individuais contribuem para o aumento de doenças respiratórias, tornando a mobilidade urbana não só importante para o transporte coletivo, mas também para a saúde humana.

Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. Com a atribuição do Governo Federal e os Governos Estaduais,é imperiosa uma ação do Ministério do Transporte, promovendo incentivos por meio de propagandas para desestimular o uso do veículo, bem como eliminando vagas para veículos e converte-las para ciclovias, contribuindo assim para a diminuição  de veículos e de gases tóxicos.  Como também, o aumento de malhas ferroviárias introduzindo trens e metrôs para o transporte de grande fluxos de pessoas, como ocorre na Alemanha e na Inglaterra.