A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 31/07/2020

Em 2013 vários brasileiros, insatisfeitos com o andamento governamental, foram às ruas protestar contra o aumento da passagem de ônibus. Embora o movimento já tenha completado sete anos, vê-se que a insatisfação com a mobilidade urbana ainda se faz presente no Brasil. Nesse sentido, é essencial analisar como a falta de investimento no transporte coletivo pode influenciar o trânsito das grandes cidades e o meio ambiente.

Em princípio, é importante analisar a relação das condições dos transportes coletivos com o aumento no uso de automóveis particulares. O ônibus contribui com a fluidez no trânsito, já que em um único percurso consegue deslocar mais de cinco pessoas – a média de lugares em um carro popular. No entanto, percebe-se que esse veículo público, gradativamente, passa por um processo de sucateamento, exemplo disso é o aumento da violência durante as viagens. Por consequência desse panorama, as pessoas dão preferência aos carros, o que se torna problemático quando as áreas urbanas não possuem infraestrutura para essa demanda. Logo, nota-se que o abandono dos transportes públicos e a adoção dos veículos individuais podem gerar um problema comum nas cidades, o congestionamento.

Ademais, o aumento no uso de carros pode afetar o meio ambiente. Isso porque os automóveis, movidos a combustão de gasolina, liberam uma grande quantidade de gás carbônico para a atmosfera. Devido à origem desse gás as plantas não conseguem absorve-lo no processo fotossintético, por isso ele acaba intensificando a poluição do ar e aumentando tanto a sensação térmica, como as pancadas de chuvas – um problema típico de áreas urbanas que pode, inclusive, causar lentidão no trânsito. Dessa forma, verifica-se que, em um cenário de péssimas condições de deslocamento, a ação antrópica pode gerar danos ao funcionamento regular da natureza.

Dessa maneira, constata-se que a mobilidade urbana ainda não é satisfatória para muitos brasileiros, e tem negativas consequências ao ambiente. Portanto, para mudar esse infeliz cenário, é necessário que o Poder Público, juntamente com as Prefeituras das grandes cidades invistam mais no transporte coletivo. Isso pode ser feito por meio de um estudo detalhado, contando com uma consultoria pública, que promova um retorno de medidas que precisam ser melhoradas - por exemplo, a questão da superlotação dos ônibus, da segurança dos passageiros e do custo da passagem. Posto isso, será possível promover a mudança e garantir na prática o direito de ir e vir.