A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 23/07/2020

A primeira rodovia asfaltada no Brasil foi inaugurada pelo presidente Washington Luís, em 1928, ocasião em que foi apresentado o lema “Governar é abrir caminhos”. Contudo, desde então, essa conquista possibilitou sérios problemas no que tange à mobilidade urbana, causados, principalmente, pela péssima estrutura de transporte público e pela excessiva jornada de trabalho. Nesse contexto, cabe-se analisar esses fatores da problemática e suas consequências para a sociedade.

Em uma primeira análise, é importante destacar que os serviços públicos de transporte possuem falhas que colaboram para a problemática. De acordo com a revista digital “Observatório das Metrópoles”, circulam aproximadamente 28 milhões de carros e 17 milhões de motocicletas no Brasil. Sob esse viés, é perceptivo que a insuficiência de recursos gratuitos ou de baixo custo, como metrôs e ônibus, gera uma elevada influência nas compras e vendas de automóveis, uma vez que, cansados do estresse ocasionado pela demora e atrasos deles, as pessoas optam por economizar e adquirirem seus próprios meios de locomoção. Desse modo, com mais veículos na ativa, o trânsito aumenta e, consequentemente, a poluição ambiental derivada da queima de combustível.

Outrossim, a longa jornada de trabalho também corrobora para esse tema. No documentário “130 KM- Vida ao extremo”, famoso no “Youtube”, são apresentados os cotidianos de quatro pessoas que compartilham uma longa distância até o trabalho, enfrentando assim, uma série de desafios em suas jornadas diárias. Em suma, com igualdade ao documentário, o longo período de trabalho é exaustivo no dia a dia do cidadão brasileiro, visto que começa ao amanhecer e termina ao anoitecer, destarte, muitos optam por utilizar seus veículos próprios. Logo, os momentos de ida e volta tornam-se um horários de pico, nos quais aglomeram-se automóveis, gerando, então, engarrafamentos e, por conseguinte, atrasos e estresse.

Em síntese, medidas são necessárias para minimizar as consequências da difícil mobilidade urbana. Portanto, a fim de diminuir a circulação de veículos e reduzir os impactos ambientais, cabe ao Ministério da Infraestrutura, por meio da utilização das verbas vindas de impostos, criar projetos que busquem melhorar os serviços públicos de transporte, realizando aperfeiçoamento das linhas de ônibus e de metrôs. Ademais, é mister que o Governo crie projetos que estimulem as empresas e o mercado de trabalho a flexibilizar os horários de início e fim das jornadas de trabalho, com o intuito de subtrair a aglomeração do tráfico de veículos no mesmo horário, almejando, por fim, diminuição do estresse gerado pelo transporte público. Enfim, com essas medidas, a locomoção dos integrantes da sociedade brasileira será melhorada e mais prazerosa.