A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/08/2020

No governo de Juscelino Kubitschek, um plano desenvolvimentista foi colocado em ação para impulsionar a economia do país, houve investimentos na construção de rodovias e indústrias automobilísticas. Infelizmente, a mobilidade urbana no Brasil se tornou um problema, devido a ausência de fluidez no trânsito que resultam em impactos econômicos, sociais e ambientais.

Em primeira análise, deve se pontuar que a má qualidade do transporte público gera insatisfação e aumento da vontade de quem o utiliza conquistar um veículo particular. Ademais, as vias não são acolhedoras ou mesmo inexistentes, pois carecem de investimentos, por exemplo as ciclovias. Exemplificando, tais questões podem ser observadas na música Construção de Chico Buarque, cada imprevisto no tráfego, na canção representada pela morte trágica de um indivíduo, resulta em um engarrafamento que torna-se maior.

Consequentemente, há maior poluição do ar conveniente ao vasto número de carros transitando nos grandes centros, elevados índices de estresse na população, como também problemas respiratórios. Dessa forma, as consequências são expressivas, visto que ocorreu aumento de 138,6 por cento nos números de veículos entre 2002 e 2012, segundo o Observatório das Metrópoles, e se tornarão mais graves caso o quadro não seja revertido.

Portanto, os desafios para reverter a situação são inúmeros, sendo necessária uma mudança de postura dos cidadãos e do governo. Logo, o Ministério da Infraestrutura deve ampliar as calçadas e melhorar a iluminação de praças, parques e ruas, por meio de uma verba disponibilizada pelo Estado para atrair as pessoas para a rua, proporcionando também uma boa qualidade de vida. Outrossim, deve haver a integração dos modais de transporte, através de um bilhete único que possa ser usado para pagar ônibus, metrô e bicicleta compartilhada, para assim abaixar o custo do transporte público e atrair as pessoas.