A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 31/07/2020
O vigésimo presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek, abriu as portas brasileiras para a entrada de Transnacionais Automobilísticas no país. Para isso, ocorreram a construção de inúmeras rodovias, as quais não foram acompanhadas da infraestrutura necessária, resultando em problemas na mobilidade urbana. A falta de investimentos em outros modais, associado aos problemas estruturais existentes, contribuem para o caos na locomoção nos centros urbanos.
A falta de investimento em transportes públicos motiva cada vez mais a compra exacerbada de carros próprios. Segundo dados do Observatório das Metrópoles, em dez anos, a frota de carros duplicou nas cidades brasileiras. Ademais, a condição precária das rodovias, tal como a falta de sinalização e de acessibilidade para todos, associada à imprudência de certos motoristas, contribuem para o transtorno populacional enfrentado. Somado à pouca quantidade de ciclovias ou de áreas para pedestres, isso representa a ausência de alternativas para o morador de grandes centros que se vê obrigado a enfrentar horas de seu dia no trânsito.
Por conseguinte, não é incomum no cenário brasileiro a presença de acidentes rodoviários, seja tanto por problemas estruturais nas ruas, quanto de cunho humano, oriundos do estresse proporcionado no trânsito e ainda da necessidade de diminuir o tempo de tráfego enfrentado. Consoante dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), nos últimos dez anos, mais de um milhão e meio de pessoas foram socorridos em meio a acidentes rodoviários. À vista disso, ocorre ainda a perda da qualidade de vida por parte do motorista, que perde horas de lazer e de momentos familiares, para enfrentar grandes filas de tráfegos.
De tal maneira, é nítido as complicações enfrentadas durante o processo de locomoção nas cidades brasileiras. Portanto, cabe ao governo, por meio do Ministério da Infraestrutura, realizar melhorias na estrutura das vias de transporte, assim como condicionar o aumento dos investimentos em meios de transporte público, ciclovias e áreas para pedestres nas grandes cidades, sendo sobretudo responsável pela manutenção da qualidade dos mesmos, uma vez que somente dessa forma poderá ocorrer uma dissolução no número de carros responsáveis pelo aumento do tráfego nas grandes metrópoles. Outrossim, é papel da população atuar de forma prudente nas ruas, além de preservar os meios fornecidos pelo governo, evitando o acúmulo de veículos próprios, tal como de acidentes provenientes do estresse gerado por tal fator Somente com determinada parceira, entre governo e população, poderá ser solucionada tal problemática que afeta a vida do cidadão brasileiro.