A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 31/07/2020
O processo de desenvolvimento urbano brasileiro ocorreu de forma desordenada. Os mais ricos ocupavam os grandes centros enquanto a classe trabalhadora, volumosa e com baixos salários, ocupou áreas afastadas. Com isso, os meios de transporte coletivo tornaram-se indispensáveis para a mobilidade da população. Contudo, com o aumento do contingente populacional, surgiram problemas devido essa falta de planejamento. O trânsito se tornou caótico nas grandes cidades e faz-se necessários investimentos para melhora dessa situação.
Indubitavelmente, os transportes coletivos são uma boa opção para reduzir o trânsito e a poluição. Segundo uma pesquisa de 2015, da Confederação Nacional da Indústria, 25% da população utilizava o ônibus diariamente. Porém, nos últimos anos, esse número tem caído, pois as pessoas têm optado cada vez mais pelos transportes individuais, devido às tarifas altas e longos períodos dentro dos coletivos, como também à super lotação.
Ademais, o transporte ativo, como caminhar andar de bicicleta, deveria ser muito mais valorizado, pois traz benefícios não só para a saúde e meio ambiente, como também economicamente, para o comércio. Entretanto, ciclistas e pedestres enfrentam desafios diariamente, pela falta de ciclovias e calçadas irregulares. Além disso, a falta de acessibilidade, tanto nas ruas, quanto nos transportes, tem dificultado ainda mais a vida de deficientes físicos e idosos.
Portanto, como a livre locomoção no território nacional é um direito a todo cidadão, descrito no artigo 5º, inciso XV, da Constituição de 1988, faz-se necessárias mudanças para que isso seja realmente assegurado. Cabe aos governos municipais e estaduais estimular o uso do transporte coletivo, com diminuição nas tarifas e novas rotas de transporte ferroviário, o que diminuirá acentualmente os congestionamentos nas grandes cidades. Paralelamente, as prefeituras também devem ampliar as ciclovias e novos espaços como calçadões, que respeitem as normas de acessibilidade. As calçadas também devem ser consertadas, garantindo ao pedestre livre circulação. Dessa forma, os erros de planejamento do passado poderão ser corrigidos, fazendo valer verdadeiramente a Constituição.