A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 09/08/2020
Fica evidente a necessidade de se discutir sobre a mobilidade urbana no Brasil. Embora diversos avanços sejam perceptíveis na sociedade, ainda existem diversas lacunas no que diz respeito ao controle do tráfego de veículos nas grandes cidades. Consoante ao filósofo chinês Confúcio, “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros” e entre esses equívocos estão os fatores governamentais e sociais que conduzem as atribulações no deslocamento da população.
Em primeiro plano, é válido evidenciar que o acelerado e desordenado crescimento populacional das metrópoles, não foi acompanhado pela infraestrutura urbana e, consequentemente, desencadeou uma série de problemas sociais, entre eles o congestionamento no trânsito. Este que é um fator determinante na economia, uma vez que, estudos da USP revelam que em São Paulo, por ano, os trabalhadores deixam de produzir R$ 62,5 bilhões por perda de tempo nos deslocamentos.
Ademais, conforme um relatório do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, entre 2001 e 2012, a frota de veículos brasileiros obteve um crescimento superior a 138%. Fato que é justificado pela ausência de políticas específicas para aumentar a oferta de meios de transporte viáveis e eficientes. Somado a isso, o excesso de automóveis nas ruas gera mais poluição, esta que reflete diretamente não só em problemas sociais — depressão, estresse e problemas respiratórios —, mas também, em problemas naturais e climáticos de larga escala.
Portanto, diante dos fatos citados faz-se necessário medidas para resolução do impasse, de modo que o Governo Federal, mediante ao poder executivo, promovam projetos de ampliação das vias públicas, a fim de atenuar os problemas transitórios e, eventualmente, os engarrafamentos. Outrossim, cabe ao Estado, mediante a investimentos, oferecer à população, transporte público de qualidade, com o objetivo de frear a busca pelo transporte individual. Em síntese, o problema da locomobilidade urbana poderia ser amenizado de maneira eficaz e democrática.