A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 11/08/2020
É notável, desde o Brasil Império, a insatisfação da população diante dos descasos da mobilidade urbana. ‘Fora o vitém!’ foi o ‘slogan’ contra o aumento de vinte réis sobre as tarifas dos bondes que serviam a população na antiga capital do país. Não é diferente o infortúnio sentimento de manifestação nos indivíduos que precisam se locomover através dos atuais ônibus do transporte coletivo - altas taxas de serviços, péssimas condições estruturais e a insegurança social são queixas frequentes no cotidiano brasileiro.
Vale ressaltar, inicialmente, que o aumento do uso de veículos de aplicativo em detrimento do público se dá por causa da má qualidade dos ônibus e do alto preço das passagens, uma vez que a superlotação é uma inconveniência que o passageiro sofre diante do conforto e preço justo dos veículos privados urbanos. De modo consequente surgem alguns problemas que tornam a mobilidade urbana mais difícil, como por exemplo: sobrecarregamento do espaço, limitação do fluxo e poluição do ambiente.
Além disso, diante do crescimento da violência urbana parte da sociedade tende a evitar o uso dos coletivos afim de prevenir os assaltos e sequestros. O famoso caso do sequestro do ônibus 174 é um exemplo marcante para os que vivenciaram esse episódio, seja presencialmente ou pelos jornais e TV. Situações como essa revelam a precariedade da segurança pública dentro do cenário urbano.
Portanto, é mister que o Poder Legislativo tome providências para melhorar o atual quadro da impermanência urbana, reforçando as fiscalizações na aplicabilidade das leis que regem sobre o bom funcionamento da mobilidade e segurança pública através de agentes sociais que permaneçam dentro dos veículos em todo percurso a fim de impedir que hajam super lotações de passageiros e qualquer tipo de violência alem de averiguar a manutenção dos veículos no final de cada rota. Dessa forma não será necessário que cobremos por um vitém ou o aumento de vinte centavos.