A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 16/08/2020

Desde a criação do Modelo Rodoviarista, feito por Juscelino Kubistchek na década de 50, onde se objetivava a ampliação, construção e melhorias nas rodovias o crescimento desse modal não parou mais. Dessa forma, duas causas referentes a esse aspecto problemático são importantes: a falta de investimento em transporte público e o status proporcionado pelos carros.

Segundo dados do Observatório das Metrópoles, em dez anos a frota de carros duplicou nas cidades brasileiras. Apesar disso, o que vemos são ônibus despedaçados e poucas linhas de metrô para a população, o que motiva cada vez mais a compra de um carro para conseguir se locomover, sendo que,até as calçadas são destruídas e impossibilitam que os transeuntes andem na cidade. Por exemplo, deficientes, grávidas e idosos possuem limitações e ficam sujeitos a se machucarem nas calçadas esburacadas e irregulares.

Alem disso, o status proporcionado pelos carros também é um problema pois, no Brasil ele é visto como um símbolo de riqueza e luxo. Sendo assim, muitos indivíduos se endividam e pagam caro em veículos para conseguirem obter um status maior e ser considerado parte da sociedade. E assim, as vendas massivas desse tipo de bem aumentam junto com a frota, criando longos congestionamentos. Com efeito, a Companhia de Engenharia de Tráfego registrou no ano de 2010 um congestionamento de 864 Km na cidade de São Paulo causado pelo grande número de veículos individuais existentes na cidade.

Destarte, é possível observar que nos dias atuais a locomoção nas grandes cidades brasileiras é complicada e por isso uma intervenção deve ser pensada. A Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos, como órgão responsável pela manutenção do bom deslocamento na cidade deve investir mais nos transportes públicos para evitar que novos carros sejam comprados e haja aumento na frota automotiva. Ademais, o Ministério da Infraestrutura deve construir novos pontos de ciclovias, com boas condições de trajetória e amplas extensões, a fim de proporcionar uma maior utilização de bicicletas pela população, beneficiando o trânsito urbano e o meio ambiente.