A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 17/08/2020
A Constituição Federal garante aos brasileiros a dignidade da pessoa humana. Todavia, na prática, é evidente a ausência desse princípio quando se observam as dificuldades da mobilidade urbana no Brasil. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse mal é um desafio social, o qual ocorre devido não só à falta de infraestrutura das cidades, mas também à precarização da educação.
Vale destacar, de início, que uma das principais motivações para essa questão é a falta de infraestrutura das cidades. Isso porque, no Brasil, as vias de tráfegos não estão adaptadas ao crescente número de veículos que transitam por elas, já que, além de possuírem má sinalização, a maioria não são duplicadas, o que impossibilita a boa movimentação da frota, principalmente nos grandes centros. Basta ver a pesquisa do site G1, em 2020, a qual exibe que mais de 17 milhões de pessoas, no Rio de Janeiro – RJ, demoram, em média, 2 horas dentro do veículo ao se deslocarem para o trabalho. Nesse âmbito, a dificuldade de locomoção faz com que milhares de trabalhadores desenvolvam doenças como a ansiedade e estresse, o que fere a dignidade da pessoa humana. Por isso, é fundamental que o poder público busque alternativas a fim de melhorar tal cenário no Brasil.
Faz–se mister, ainda, salientar a precarização da educação como impulsionadora do tema. Visto que, em território nacional, há poucos incentivos educacionais para o uso de transportes como a bicicleta, recurso que além de permitir uma melhor mobilidade urbana, articula saúde e boa condição física às pessoas. A julgar por, segundo a revista Veja, em 2020, somente 9% da população brasileira utilizam a bicicleta como meio de transporte. Logo, é essencial o desenvolvimento dessas campanhas educativas, tanto quanto a divulgação dos benefícios que tais práticas acarretam à vida, pois em concordância com Paulo Freire, famoso pedagogo, “se a educação sozinha não transforma uma sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Nesse âmbito, faz-se necessário que o poder público viabilize conhecimentos dessa natureza.
Portanto, com o intuito de criar alternativas para melhorar a mobilidade urbana no Brasil, o Ministério da Economia deve promover ações mais inerentes à realidade social, por meio da aplicação de maior percentual do Produto Interno Bruto às vias de trânsito do país, com objetivo de adequar tais rotas aos grandes fluxos de veículos, o que diminuirá diversos problemas como o estresse. Por outro lado, o Ministério da Educação deve investir em campanhas referente ao uso de meios de transportes leves, em que professores explicarão como a bicicleta oferece higidez e melhor bem-estar àqueles que as conduzem, com o propósito de evoluir o escoamento de veículos. Destarte, a sociedade desfrutará da igualdade de direitos garantidos conforme a Carta Magna.