A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 18/08/2020
No final dos anos 50, Juscelino Kubitschek, ao assumir a presidência nacional, proporcionou o conhecido Período Desenvolvimentista, no qual uma das principais metas atingidas, foi a construção de um grande número de rodovias e estradas visando a integração nacional e aumento da mobilidade, principalmente nas cidades. Paradoxalmente, no decorrer dos anos, a locomoção dentro dos grandes centros tornou-se cada vez mais difícil, seja pelo grande número de automóveis comportados pelas metrópoles, seja pela ineficácia dos transportes coletivos, e o consequente fomento por meios privados. Assim, é imprescindível que sejam tomadas medidas que solucionem essa problemática atual.
Mormente, a ineficácia dos planos nacionais quanto aos transportes coletivos configura-se como uma das principais causas para a problema da mobilidade urbana. Sob um olhar histórico, os desenvolvimentos das grandes metrópoles no Brasil - diferentemente dos países desenvolvidos - é encaixado em um molde conhecido como segregação morro-asfalto, nesse modelo o centro é composto pelas classes ricas, enquanto a periferia é composta por classes pobres, sendo assim, a população pobre tem que se deslocar todos os dias para poder trabalhar nas regiões centrais, mas sem um modelo de locomoção público de qualidade, essa didática é interrompida. Assim, o desejo consumista por automóveis individuais e a descrença nos serviços do Estado aumentam com o tempo.
Além disso, outro fator contribuinte para a problemática da locomobilidade urbana é o aumento exacerbado do número de automóveis em contraste ao da população brasileira. De fato, segundo pesquisas recentes, o número de transportes individuais aumentou aproximadamente 139% entre os anos de 2002 e 2012, em contrapartida, nesses mesmos anos, a população registrou um salto de 12%. Sob esse viés, nota-se o aumento da taxa de emissão de gases poluentes na maioria do território nacional, além disso o trânsito tornou-se cada vez mais problemático nas grandes metrópoles.
Urge, portanto, a necessidade do Estado, por meio do Ministério da Infraestrutura, aumente o número de transportes coletivos nas grandes cidades, além de cobras das empresas responsáveis que essa ação seja feita com qualidade, dessa forma a população usará mais sistemas públicos de locomoção e contribuirá para um melhor fluxo de veículos. Ademais, as escolas devem proporcionar um educação mais consciente sobre o meio ambiente, seja por seminários orientados, seja por aulas aprofundadas com especialistas da área, para que as pessoas compreendam a importância do uso de moldes coletivos para locomobilidade, além de diminuir o pensamento consumistas moderno entre os estudantes e torná-los mais propícios à defesa da natureza. Uma vez que essas ações sejam feitas, o plano de J.K será finalmente cumprido, e a o território brasileiro estará plenamente conectado.