A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 24/08/2020
Lentidão. Baixa produtividade. Estresse. Entre os fatores relacionados à mobilidade urbana nacional, a falta de investimentos representa um de seus grandes desafios, o que leva a uma lenta mudança na mentalidade social. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas desse impasse no país.
Em primeira análise, evidencia-se que a insuficiência de aplicação de verbas como grande responsável pelo problema.Segundo dados do Tesouro Nacional, hodiernamente, o investimento em infraestrutura é baixo e caracteriza-se como o menor em 10 anos. No entanto, sem infraestrutura não há como atuar na questão da mobilidade em grandes centros, que encontra-se em estado insatisfatório. Assim, o pouco direcionamento de dinheiro público, nessa área, age como forte obstáculo na intervenção dessa problemática, dificultando sua resolução.
Em consequência disso, surge a questão da lerda alteração na mentalidade social, que intensifica a gravidade do problema. De acordo com com pesquisa do Observatório das Metrópoles, entre 2002 e 2012, houve um aumento de 12% do população brasileira e 130% no número de veículos; algo grave, tendo em vista que, se não há uma alternativa de locomoção pública e eficaz, o individuo irá obter um automóvel particular e, assim, agravar cada vez mais -com congestionamentos- a condições de transporte de pessoas e mercadorias nos centros das grandes cidades.
É evidente, portanto, que medidas estratégicas são necessárias para erradicar esse desafio. Para esse fim, é preciso que governos estatais, em parceria com prefeituras, passem a focar mais os investimentos na infraestrutura dos meios de locomoção, por meio da ampliação do número de ciclovias, das frotas e das linhas de ônibus, alargamento de calçadas, melhoria da iluminação pública. Espera-se, com isso, uma melhor fluidez no deslocamento urbano no Brasil.