A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 25/08/2020

Atraso, congestionamento, poluição atmosférica, nervosismo. Devido aos problemas de mobilidade urbana, essas são palavras corriqueiras no cotidiano de pessoas que vivem em grandes cidades brasileiras. Nesse ponto de vista, seja pelo deficitário planejamento dos meios de transportes, seja pela péssima qualidade dos mesmos, é evidente que a locomoção urbana enfrenta problemas que precisam ser mitigados.

Primeiramente, a estratégia de desenvolvimento usada para os meios de transportes no Brasil não foi bem elaborada. Visto que, atualmente a maior parte da locomoção urbana é feita por rodovias, enquanto poderia ser dividida entre diferentes segmentos, como ferrovias e hidrovias. Nesse contexto, no período de industrialização brasileira o Estado, pensando a curto prazo, focou apenas no investimento de  malhas rodoviárias, para atrair indústrias automobilísticas para o país. Desse modo, é perceptível que os problemas de locomoção enfrentados na contemporaneidade estão enraizados na história do país.

Ademais, a péssima qualidade de transportes públicos corroboram congestionamentos, que por sua vez, aumentam a poluição do ar e diminuem a qualidade de vida da população urbana. Ou seja, grande parte dos cidadãos estão insatisfeitos com qualidade dos transportes de massa e são obrigados a procurar formas de utilizar veículos particulares em seus trajetos, consequentemente o número de veículos nas ruas aumenta. Nesse cenário, é fácil observar a insatisfação da população acerca dos transportes públicos relembrando as grandes manifestações ocorridas no ano de 2013, nas principais cidades do país, que reivindicavam melhores condições para os mesmos. Dessa forma, os impactos ambientais e na qualidade de vida têm como causa a falta de qualidade das locomoções públicas.

Portanto, a fim de garantir melhores condições para a mobilidade urbana nacional, cabe ao Ministério da Infraestrutura, mediante redirecionamento de verbas, realizar adaptações necessárias no deslocamento das grandes cidades, como disponibilizar maior quantidade de veículos, visando atender a população em mais horários.Outrossim, o mesmo ministério deve desenvolver planos de mobilidade que sejam pensados a longo prazo, como transportes por ferrovias e hidrovias, nas cidades que são possíveis, assim será possível uma melhor distribuição dentre os meios de transportes existentes, desafogando a malha rodoviária.