A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 18/09/2020
Durante o século XVIII, o Iluminismo pregava que uma sociedade só progride quando seus cidadãos mobilizam-se para resolver o problema de outras parcelas do corpo social. Contrário a esse pensamento, atualmente, os brasileiros tem ignorado o grande problema que a mobilidade urbana vem se tornando. Como fatores que contribuem para o agravamento da problemática é válido citar o mau planejamento das cidades e as péssimas condições que se encontram os transportes públicos.
Em primeiro lugar, cabe a análise do período de desenvolvimento brasileiro. Vale ressaltar que ,durante o período de urbanização, o Brasil obteve um crescimento rápido, principalmente na região Sudeste, e com isso aconteceram muitas migrações em busca de melhores condições de vida. Consequentemente, a grande concentração de pessoas em um só local gerou a má organização das cidades, em um período que o planejamento precisava acontecer. Por sua vez, os impactos negativos desse mau se propagam até os dias de hoje e acabam refletidas nos constantes trânsitos, já que as avenidas não comportam tantos carros, e na precariedade de rodovias e estradas.
Outrossim, vale a reflexão das atuais condições dos ônibus e metrôs brasileiros. De acordo com a Constituição de 88, todos os cidadãos tem como direito o ir e vir na sociedade, já que são livres e podem se locomover. Ao contrário do que deveria acontecer, a mobilidade urbana brasileira não é fluída e prática, assim as péssimas condições dos transportes públicos e os aumentos das taxas de preço acirram a problemática, já que as pessoas possuem a mentalidade de que comprar um carro próprio vale mais do que usar os modais oferecidos pelo Estado.
Evidencia-se, portanto, que a precária mobilidade urbana é fruto das falhas do Estado no planejamento das cidades e na melhoria dos transportes públicos. Logo, para que a problemática seja minimizada, o Ministério dos Transportes, que é responsável por formular as políticas do transporte, e o Ministério da Infraestrutura devem se unir e criar um projeto de lei a Câmara dos Deputados que vise a flexibilização das horas de trabalho, para que os “horários do rush” sejam amenizados, e buscar o investimento em políticas públicas, que objetivam o bem-estar populacional, com objetivo de melhorar as condições dos modais públicos. Por meio da ajuda da sociedade, que irá cobrar mudanças a partir de manifestações, como a “Manifestação dos 20 centavos”, e deixará claro o descontamento com a situação atual, e também com as Organizações Não Governamentais (ONG´s) que irão ajudar na busca por investimentos. E assim, espera-se que as ideias iluministas sejam efetivadas nos cidadãos brasileiros.