A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 11/09/2020
Rugosidade Urbana
Transtorno; dor de cabeça; atraso; sucateamento; essas são algumas das palavras que caracterizam o transporte urbano no Brasil. De acordo com o geógrafo Milton Santos, esse problema tem sua aurora na Rugosidade Espacial, advinda da falta de planejamento urbano de ocupação. Nesse sentido, nos últimos 60 anos a Nação passou por uma mudança severa de expansão do espaço,
contudo, diversos fatores sociais foram negligenciados nesse processo.
De início, se faz necessário avaliar as variáveis desse algoritmo. No final da década de 50, Jucelino Kubichek deu início ao desenvolvimentismo capitalista, dando espaço para empresas estrangeiras instalarem suas maquiladoras no território, concentrando o capital em certas regiões e exponenciando o êxodo rural. Como consequência, o desenvolvimento dos meios de transportes viáveis se fez necessário. Contudo, o interesse da indústria automobilística num potencial mercado consumidor falou mais alto aos cofres públicos, que concentrou todo seu investimento no meio rodoviário. Destarte, essa ação pretérita tem ainda nos dias atuais a grande parcela da culpa dos problemas de mobilidade urbana no país. Concomitante a isso, os impactos econômicos, sociais e ambientais que seriam minimizados com o uso de outros modais de transporte continuam a ser ignorados.
Em segundo plano, dá-se a importância de uma análise sociológica aprofundada. Assim, segundo a psicologia, o indivíduo deve estar em plenitude na área fisiológica, psicológica e social, ou seja, “biopsicosocial”. Todavia, na modernidade brasileira, devido a uma falta de compromisso humanitário o cidadão desperdiça horas diárias no transito, com adicionais de poluição sonora, estresse, ansiedade, entre outros. Isto posto, se acarreta em uma piora considerável na qualidade de vida do contingente populacional.
Por conseguinte, torna-se indispensável a intervenção Governamental nessa problemática. Portanto, o Ministério da Infraestrutura em parceria com a Secretaria de Transporte deve promover ações para minimizar o impacto causado por escolhas erradas no passado. Nesse ínterim, a ampliação dos modais de transportes de cargas para meios aéreos, hidroviários e também terrestres com o uso de trens, desafogaria grande parte da estradas, dando mais liberdade para os carros de passeio. Outrossim, o meio ECO como bicicletas, patins e variáveis deve ser disponibilizado como alternativa de transporte público, assim como e claro, a revisão das vias para o uso desses equipamentos, dando oportunidade da mente o físico e o social dos habitantes se tornarem cada vez mais saudáveis. Posto isso, os brasileiros terão a oportunidade de amenizar a Rugosidade Espacial que os afetam.