A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 14/09/2020

De acordo com a Constituição Federal de 1988, o direito de ir e vir são uma das garantias fundamentais do cidadão. Conquanto, na prática, tal direito é deturpado, visto que, a mobilidade urbana no Brasil enfrenta inúmeros empecilhos. Desse modo, a ausência de políticas públicas eficientes no transporte de massa, em consonância com o preconceito sobre o transporte público , são os principais pilares para esses conflitos.

Em primeiro plano, vale ressaltar a negligência governamental como impulsionadora da problemática. De acordo com o IBGE, cerca de 70% dos transportes coletivos é dependente do transporte rodoviário. Por essa perspectiva , essa dependência junto com a falta de atuação das autoridades tornam o transporte público precário e acaba refletindo na população com o alto valor das passagens, desconforto das cadeiras e superlotamento desses modais.

Em segundo plano, vale salientar a antipatia com transporte de massa como perpetuadora do problema. Segundo o sociólogo Karl Marx, em sua análise sobre a sociedade, as ideias dominantes numa época nunca passaram das ideias da classe dominante. Sob essa ótica, muitos acreditam que o transporte público é para pessoas que possuem menor condição social, assim acabam venerando cada vez mais os veículos particulares e deixam de usufruir dos meios de condução social.

Portanto, medidas são necessárias para resolver tal impasse. Com intuito de mitigar os problemas da mobilidade urbana, urge que o Estado, como promotor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério de Infraestrutura reverta essa verba em melhoramento das rodovias, por meio de investimento no transporte coletivo, facilitando o conforto dos passageiros. É basilar a mídia, por meio de propagandas desmistificarem as ideias a cerca do transporte público. Somente assim, a Constituição Brasileira entrará em completa vigor.