A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 04/10/2020
O Brasil e o mundo está em contante crescimento populacional, e com isso a preocupação com a mobilidade urbana aumenta cada vez mais, questões como o transito das vias mais movimentadas das cidades brasileiras que atrapalham o fluxo do cidadão se tornam cada vez mais importantes para pautas de discussões.
Muitos dos problemas de mobilidade tem correlação com a falta de acessibilidade do transporte público, um levantamento feito em 2004 na cidade de São Carlos, mostra que apenas 20% da frota possuía uma adaptação a cadeirantes, apresentado este fato, fica perceptível a necessidade do uso de veículos pessoais por esta parcela da população. Os problemas de acessibilidade não se prendem apenas a estrutura do transporte, mas também ao alto valor imposto a ele, que impede a fração da sociedade que mais necessita dele realize seu uso.
A falta de planejamento na mobilidade urbana causam danos que podem gerar um efeito em cadeia intensificado com o aumento populacional, menos de 6% da cidades brasileira tem plano de mobilidade, e essa circunstância permite o atraso na mobilidade urbana, como por exemplo o fato dos paulistanos gastarem quase 3 horas para se deslocarem dentro da sua própria cidade. Problemas como esses uma parcela população opta pela utilização de bicicletas para seu percurso, porém a falta de planejamento na mobilidade urbana se vê precária até mesmo nesse modelo, a falta de ciclofaixas nas áreas periféricas da sociedade se mostra um dificultador a quem opta por este modo, gerando uma situação de exposição ao cidadão ao ter que compartilhar a mesma via em que está com carros e motos de velocidade superior.
Para a resolução desse problema é necessário que o Ministério da Infraestrutura invista o dinheiro do transporte em acessibilidade, manutenção, obras e criação de projetos de mobilidade urbana. Fica a sociedade também não esquecer de eventos como a “Manifestação dos 20 centavos”, reivindicando a prestação de serviços, fazendo se cumprir a Constituição.