A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 06/10/2020
Era da (I)Mobilidade
Lema da bandeira bandeira nacional brasileira, a frase “Ordem e Progresso” representa a teoria positivista do eminente filósofo francês August Comte. Todavia, ao observar a sociedade hodierna, são notórias - lamentavelmente - atitudes que vão de encontro ao lema, como a caótica mobilidade urbana no país. Dessa forma, urge discutir, como significativos efeitos desse contexto na saúde e no ambiente, a ansiedade, estresse e enchentes.
Convém analisar, de início, o aumento de transtornos psicológicos como alarmante impacto na saúde devido ao arcaico deslocamento nas cidades. Segundo pesquisa realizada pelo IBOPE, paulistas gastam cerca de três horas por dia no trânsito. Nesse sentido, os indivíduos, imersos em um local de inquietação - seja pelos ruídos, seja pela poluição -, desenvolvem ansiedade e estresse, pois não podem fugir da situação de irritabilidade que o congestionamento provoca. Logo, é imprescindível que a realidade nas vias públicas passe a ser de modernidade, adequando-se à era atual, de mobilidade e rapidez.
Além disso, infere-se: alagamentos e inundações recaem como nítidas consequências ambientais da precária mobilidade urbana. Países de industrialização tardia, como o Brasil, apresentaram uma urbanização rápida e desordenada, prescindindo do meio ambiente. Desse modo, as pavimentações não levaram em conta a vegetação e impediram - e ainda impedem - a infiltração da água no solo, causando danos ambientais gravíssimos, como as enchentes, as quais alteram completamente o ecossistema do local afetado. Sendo assim, faz-se urgente ações governamentais para que a mobilidade urbana reduza riscos à natureza.
Portanto, para minimizar essa circunstância, é dever do Ministério da Saúde implementar, com veemência, alternativas para reduzir o trânsito nas cidades, por meio de faixas exclusivas para ônibus, a fim de evitar congestionamentos e, consequentemente, promover sua reorganização. Paralelo a isso, convém que o Ministério do Meio Ambiente reserve maiores áreas verdes, via protocolos e legislações, reduzindo, assim, o risco de enchentes e alagamentos e favorecendo a infiltração. Afinal, somente com essas alternativas, a era passará a ser, em todas as suas áreas, de completa mobilidade.