A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 13/10/2020

No início do século XX, o engenheiro Pereira Passos promoveu uma reforma urbana, a qual desestruturou os cortiços nos centros e, por consequência, fez com que houvesse um crescimento horizontal no Rio de Janeiro. Nesse sentido, percebe-se que não só nesse município, mas em grande parte do Brasil em que houve a periferização, as estruturas, como a de transporte, não acompanhou essa expansão. Por isso, é preciso que haja mudanças, pois esse problema de mobilidade além de corroborar com a desigualdade socioeconômica, também é danoso ao meio ambiente.

Em primeiro plano, cabe analisar que geralmente o tipo de transporte utilizado está relacionado com a camada social que o indivíduo pertence. Nesse viés, como é notado no filme “A Procura da Felicidade”, enquanto o protagonista, que está inserido em uma classe menos abastada, utiliza os meios móveis públicos, os quais, na maioria das vezes, estão lotados ou até mesmo inacessíveis, os investidores da bolsa de valores optam pelo particular. Nessa perspectiva, no Brasil não é diferente, quem possui maior poder aquisitivo, pelo fato de ser mais rápido e confortável, geralmente escolhe a locomoção privada, como carros ou o aplicativo Uber. Assim, essa divergência no acesso deixa claro a desigualdade e a necessidade de sanar esse embróglio.

De outro modo, consegue-se analisar em conjunto ao problema supracitado, que o aumento da frota de carros nas cidades, promove o aumento dos danos ambientais. Portanto, como dito, a ineficácia do transporte público entimula o uso do privado. Sob esse viés, de acordo com o filantropo Chico Xavier, “ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja”. Por esse ângulo, deve-se melhorar as estruturas móveis comunitárias das cidades, para que haja aumento no uso desse modal, pois, de acordo com estudos da ONG Rodas da Paz, esses liberam 17 vezes menos gases do efeito estufa.

Em suma, nota-se que o principal causador das dificuldades na mobilidade é a falta de estrutura. Assim, é preciso que o Ministério do Desenvolvimento Regional, por meio de investimentos formule e implemente medidas no setor de transporte, como a expansão das linhas e a construção de terminais de ônibus e de metrô, isso com o fito de torná-los mais acessíveis e eficazes, estimulando seu uso. Ademais, as empresas automobilísticas, com incentivos financeiros na área científica, crie e melhore os aparatos tecnológicos que diminuam a emissão de gases poluentes, como os do efeito estufa, essa medida objetiva minimizar os danos ambientais causados pelos veículos. Desse modo, os problemas de mobilidade que tiveram início na Reforma de Pereira Passos, começarão a ser sanados.