A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 03/11/2020
Em meados de 1950, Juscelino Kubitschek implantou, guiado pelo interesse no desenvolvimento nacional, o rodoviarismo no Brasil. Todavia, a situação hodierna abre espaço para questionar tal ação como sinônimo de progresso, tendo em vista não só a alta emissão de poluentes na atmosfera mas também a conjuntura da mobilidade urbana no Brasil.
Em primeiro plano, é válido analisar a constante poluição pelos combustíveis derivados do petróleo. Por ter um modal de transportes deficiente diante das suas necessidades, o país tupiniquim, devido a falta de ferrovias e metrovias, por exemplo, sobrecarrega o seu sistema rodoviário, o que causa alto impacto no meio ambiente por meio da queima dos combustíveis fósseis, os quais liberam óxidos ácidos causadores de problemas como o aquecimento global e a chuva ácida.
Além disso, percebe-se a enorme pressão nas rodovias pelos veículos particulares. Apesar do enorme fluxo de cidadãos por meio das estradas, este setor enfrenta problemas no que tange à qualidade do transporte coletivo oferecido. Este fator, aliado ao fetichismo das mercadorias - conceito postulado por Karl Marx - no qual o indivíduo atribui valor simbólico a um produto, faz que a maior parte dos veículos nas ruas brasileiras sejam carros e motos particulares, o que agrava não só a poluição mas também os engarrafamentos.
Com isso, depreende-se que o rodoviarismo em larga escala não representa, por si só, o progresso. Portanto, cabe ao Poder Executivo fornecer, nos âmbitos municipais e estaduais, políticas públicas visando a melhoria dos transportes coletivos, por meio de subsídios às empresas privadas de ônibus, aliado a um programa de investimentos na criação e/ou ampliação de linhas de trens e metrôs em diversas regiões, para que a população possa abrir mão de carros e motos e utilizar um transporte público eficiente e sustentável. Assim, o transito fluirá bem em cidades mais verdes.