A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 23/10/2020

No contexto das grandes Revoluções Industriais que acometem o mundo ao longo dos séculos, os veículos automotivos, frutos do desenvolvimento industrial, vêm superlotando os centros urbanos e dificultando a mobilidade. No entanto, por mais que sejam essenciais para o para o deslocamento humano, alguns fatores negativos podem ser elencados ao uso excessivo de carros e motos. Por exemplo, a poluição do meio ambiente e a negligência do Estado com relação a políticas públicas que envolvam o transporte coletivo.

Inicialmente, destaca-se a poluição ambiental, parcialmente provocada pela liberação de gases que afetam o meio e prejudicam a saúde humana, como um fator principal dos problemas que estão atrelados à mobilidade urbana, quando diz respeito à superlotação dos centros urbanos. Por esse mesmo plano, um estudo realizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) revela que os automóveis são responsáveis por cerca de 72,6% das emissões de gases de efeito estufa, vilões do aquecimento global. Desse modo, os indivíduos, dependentes dos artigos ambientais, devem contribuir para a conservação do meio em que vivem, buscando formas de locomoção alternativas e com menos impacto ambiental.

Ademais, é importante salientar o problema dos transportes públicos que acabam prejudicando na adesão às formas de locomoções coletivas disponíveis. Uma entrevista realizada pela Associação Nacional de Transportes Urbanos (NUT) revela que aproximadamente 60% das pessoas que deixaram de utilizar transporte público coletivo estariam dispostas a voltar a se deslocar de ônibus caso os valores das tarifas fossem mais baixos. Por esse viés, o investimento financeiro por parte do Estado seria de grande importância, tendo em vista, que com a melhoria dos meios de locomoção mais pessoas optariam pelo coletivo e ocorreria, de forma proporcional, a redução dos automóveis nos centros urbanos.

Em suma, a solução dos problemas com a mobilidade urbana estariam resolvidos por meio de campanhas publicitárias juntamente com o apoio financeiro do Estado. Portanto, cabe ao Poder Público buscar formas de reduzir as tarifas dos transportes coletivos e melhorá-los. Para o mesmo fim, as Organizações Não Governamentais (ONG’s) deveriam buscar o apoio público para investir em campanhas utilizando meios de televisão e internet, com o objetivo de orientar as pessoas a priorizarem o uso de transportes coletivos ou de gasto calórico, como, bicicleta, e se caso fosse necessário utilizar veículos particulares, optassem por combustíveis biodegradáveis. Dessa forma, tanto o número de automóveis diminuiria, como os índices de poluição, contribuindo para centros urbanos mais harmônicos e saudáveis.