A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 28/10/2020

Com a descoberta de metais preciosos em terras brasileiras no fim do século XVII, o país viu seu eixo econômico ser transferido do meio rural para o urbano. Posteriormente, com a Revolução Industrial o êxodo rural foi intensificado e as cidades foram ficando cada vez mais cheias. Dessa forma, atualmente os desafios na mobilidade urbana são enormes, dado que, as condições dos transportes públicos são precárias e o número de veículos circulando pelas ruas é enorme.

Em primeiro plano, evidencia-se que a insatisfatória situação do transporte público leva os indivíduos a buscarem outros meios de locomoção. Diante disso, desde o inicio do século XX em que a indústria automobilística está presente no país, os automóveis representam luxo e facilidade. Assim, hoje em dia não é diferente, a população que depende do transporte coletivo sonha em conseguir comprar seu próprio veículo, uma vez que diariamente sofrem com a demora, superlotação e problemas técnicos dos meios de transporte público.

Em consequência disso, cabe mencionar que a utilização de veículos individuais agrava outra face do problema de mobilidade urbana que é são os problemas de demora no trânsito. Por conseguinte, em 2016, um estudo da Confederação Nacional do Transporte mostrou que o transporte individual cresceu três vezes e meio mais do que a rede de trens e metrô no país. À vista disso, a população acaba perdendo horas de seu dia tentando chegar ao trabalho, o que resulta em uma rotina extremamente estressante.

É necessário, portanto, que o Ministério Público, juntamente com os poderes públicos municipais, por meio do transporte aquático utilizando os rios urbanos, invista no desenvolvimento de novos meios de locomoção, com o intuito de esvaziar os ônibus e metrôs, melhorando assim a questão da superlotação e precariedade, além de contribuir para a diminuição do número de carros nas ruas. Assim, espera-se promover melhoras na qualidade de mobilidade da população brasileira.