A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/11/2020

Com o advento da 2º Revolução Industrial, no fim do século XIX, o fordismo mudou a forma de produção de carros em massa na sociedade. De maneira análoga, no Brasil, a mobilidade urbana é um assunto em pauta, devido ao número excessivo de veículos. Por sua vez, é possível destacar que o individualismo e a inadimplência governamental corroboram para problemática.

A primórdio, é importante ressaltar que cresce a quantidade de automóveis nas ruas do Brasil. Segundo o Denatran, somente de junho a julho de 2015 teve 163.22 mil carros novos no país. Nesse sentido entende-se que a comunidade não pensa nas consequências de muitos carros, como congestionamento e a poluição ao meio ambiente. Paralelamente, o sociólogo Jurgen Habermas declara que a sociedade depende da crítica as suas próprias tradições, o que evidência a importância de adotar novos hábitos. Sendo assim, é preciso que o corpo social pense mais no coletivo.

Outrossim, convém mencionar que o descaso do poder público agrava a situação. Conforme prevê o artigo seis da Constituição Federal de 1988, é dever do Estado assegurar o direito ao transporte à população. No entanto, percebe-se que esse dever não é efetuado, uma vez que os transportes são de péssima qualidade, com tarifas altas, às vezes com poucos horários e sem segurança. Dessa forma, é necessário que o Governo crie veículos seguros acessíveis.

Portanto, é mister que o Poder Estatal tome providências capazes de atenuar os impasses da mobilidade urbana. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério das Cidades, em parceria com empresas privadas, criar transportes seguros, com horários flexíveis e sem tarifas, por meio de projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, com o fito de alterar o paradigma social. Dessarte, espera-se, com essa medida, que a mobilidade urbana não tenha mais empecilhos.