A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/11/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão da mobilidade urbana. Dessa forma, observa-se que o trânsito reflete um cenário desafiador, seja em virtude a cultura enraizada no Brasil de que ter um automóvel próprio é símbolo de status, seja pela desigualdade de segurança que se têm nas vias, que normalmente visam um tipo de transporte.

Primeiramente, desde sua invenção os carros são vistos como demonstração de poder. Com isso, na série britânica Peaky Blinders, que se passa logo após a Primeira Guerra Mundial mostra como ter seu próprio automóvel era bem visto. Analogamente, esse seriado mostra a realidade mundial e que ainda se mantém nos dias de hoje. Entretanto, isso causa um grande número de veículos nas ruas, o que diretamente faz com que as pessoas não utilizem ônibus ou metros aumentando os riscos do trânsito.       Além disso, com o aumento de veículos em circulação o número de vias também aumentou. Por outro lado, a corrupção em torno disso cresce cada vez mais, por exemplo, construir estradas são obras relativamente rápidas e que demonstram resultado. Igualmente, isso faz com que os governadores só invistam nisso e privilegiam essa parte da população, entregando somente aos motoristas locais seguros e esquecendo-se dos outros meios de transporte.

É necessário, portanto, medida para resolver o impasse. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Infraestrutura reformar as vias e estimular o uso de transportes coletivos, por meio de uma alta verba disponibilizada para cada estado, sendo uma parte para as ruas e estradas e outra parte para as campanhas publicitárias que mostrem o quão benéfico são esses autos comunitários. Com o propósito de, que o trânsito seja seguro para todas as pessoas e aos meios de locomoção que elas escolhem.