A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 12/11/2020
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão a realidade do Brasil, ainda que o incentivo ao uso de bicicletas, por exemplo, seja motivado para facilitar a mobilidade urbana, ainda assim existem obstáculos a serem superados. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da deficiência do transporte coletivo, bem como a fragilidade do sistema integrado acaba por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, é indubitável que durante a Primeira Revolução Industrial, houve o deslocamento das pessoas do campo para a cidade. Desse modo, o desenvolvimento do sistema de transporte coletivo foi fundamental para suprir as necessidades humanas, a fim de possibilitar aos habitantes o direito de ir e vir, de forma rápida e eficiente. No entanto, nos dias atuais, é notório a deficiência da infraestrutura oferecida pelos automóveis de massa, especialmente por ter tido um crescimento desordenado no passado. Com isso, a oferta de preços altos nos ônibus, insegurança, superlotação, entre outros, são algumas das características de um problema que aflige a mobilidade urbana sustentável.
Sob um segundo enfoque, é evidente que o deslocamento de pessoas e de cargas requer de métodos para fortalecer a integridade do transporte rodoviário ao ferroviário, por exemplo, a fim de promover condições para facilitar as necessidades. Porém, tendo em vista o exemplo da greve dos caminhoneiros, em 2019, foi possível perceber que a falta de inteligência na rede de interdependência, fez com que a paralisação provocasse a instabilidade de comerciantes, empresas e famílias, gerando um problema grave econômico. Logo, faz-se necessário garantir, nos termos da lei, mecanismos para a locomoção livre, prática e sustentável, segundo a Constituição Federal de 1988.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério do Transporte crie, por meio de verbas governamentais, investimentos na infraestrutura dos transportes públicos, sendo administrados por profissionais da Engenharia Civil, para que seja estimulado o interesse pelo transporte de massa, a fim de evitar o aumento do volume de transportes individuais. Além disso, cabe ao Governo trabalhar em prol do desenvolvimento da interpendência, para que a integridade ocorra de forma efetiva, sem que a deficiência de um afete o desempenho do outro. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo a garantir uma perspectiva de mundo melhor.