A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 20/11/2020

Salvador. Rio de Janeiro. Brasília. Essas diferentes cidades exerceram, por algum período no passado ou presente, o papel de capital do Brasil e, por isso, simbolizam o avanço da urbanização  no país. Todavia, essas cidades, bem como as demais do território nacional, não tiveram um projeto urbanístico bem estruturado, o que patrocinou o surgimento de diversos problemas urbanos, sendo um deles a difícil mobilidade nas metrópoles. Conclui-se que, por irresponsabilidade das autoridades governamentais, as grandes cidades cresceram de forma desorganizada e sem uma eficiente rede de transportes, o que criou maiores dificuldades no deslocamento dos cidadãos.

Em uma primeira análise, os problemas de deslocamento são um denominador comum entre os grandes centros urbanos brasileiros, o que expõe a ineficiência governamental de desenvolver  uma rede de transportes eficiente. Relaciona-se esse contexto com o conceito de “má-fé”, do filósofo Jean Paul Sartre, o qual defendeu que o ser humano assume esse estado quando deixa de cumprir suas responsabilidades e, fora da teoria, constata-se que a falta de políticas públicas voltadas para uma melhor mobilidade urbana nas grandes metrópoles escancara a má-fé dos governantes brasileiros. Desta forma, a fuga de responsabilidade das autoridades nacionais em enfrentar e resolver os problemas da mobilidade urbana deterioram a vida dos cidadãos nas grandes cidades.

Sob outro ponto de vista, como consequência da ineficiência das autoridades brasileiras de solucionarem os crescentes problemas da mobilidade urbana no país, o transporte é deteriorado e os cidadãos acabam reféns da má-gestão pública nesse setor. Exemplifica-se esse contexto com a queda, em 2019, de parte da Ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro, a qual funcionaria expandindo a malha ciclista pela cidade e diminuindo o tráfego nas principais vias da região. Entretanto, a queda de parte de estrutura expôs não apenas um projeto falho, mas também a vulnerabilidade da população local de ter que se submeter a serviços ruins oferecidos pelo Estado por conta da dificuldade de movimentação nas grandes cidades. Destarte, a irresponsabilidade dos governantes brasileiros em proporcionar melhorias na mobilidade urbana do país patrocina uma maior dificuldade de locomoção nas grandes cidades.

Em suma, as cidades brasileiras tiveram um grande crescimento desordenado, o qual se refletiu nos diversos problemas urbanos, como a difícil mobilidade . Com a finalidade de desenvolver o setor dos transportes –viabilizando, assim, o exercício de projetos eficientes que rompam a má-fé dos governantes - o Ministério da Infraestrutura deve agir. Desta maneira, ele, por meio de investimentos mesclados do capital público e privado, deve expandir a malha ferroviária e de metrô nas grandes cidades, com a finalidade de reduzir o volume de veículos nas grandes vias e aliviar o tráfego.