A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/11/2020
Em 1908, o Manifesto Futurista foi escrito pelo ativista italiano Filippo Marinetti, a idealizar o início da fundação da vanguarda europeia conhecida como futurismo. Algumas características como a exaltação da velocidade e do automóvel são perceptíveis nesse manifesto. Entretanto, na sociedade brasileira, a mobilidade urbana não apresenta esses aspectos, a fim de configurar uma problemática no país. Por isso, cabe analisar a precariedade dos transportes públicos e a falta de acessibilidade aos deficientes.
Inicialmente, os coletivos do Brasil possuem uma qualidade de serviços muito ruins destinados aos cidadãos. De acordo com Pierre Bordieu, sociólogo francês, a violência simbólica ocorre por parte do Estado, como um poder superior, sem envolver agressão física destinada a população. Nesse sentido, o Brasil não garante um bom plano de mobilidade urbana, que deveria otimizar todo o tipo de locomoção em suas áreas. Além disso, a industrialização tardia e em velocidade bem rápida contribuíram para a piora desse cenário: as cidades cresceram desordenadamente através do êxodo rural, proveniente da mecanização e do controle de terras no espaço agrário. Logo, é intolerável o descaso em relação aos transportes públicos, sobretudo nas áreas mais pobres das cidades.
Outrossim, os deficientes físicos brasileiros sofrem com o déficit de políticas públicas destinadas a esse grupo. Consoante a Aristóteles, filósofo grego, a civilidade deve ser articulada pelos homens com a finalidade de garantir um equilíbrio social a todos. Dessa maneira, a falta de rampas, calçadas niveladas e de corrimãos atrapalham na acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência. Assim, o Estado não consegue oferecer um ambiente bom para essa minoria. Ademais, ocorre uma falha na tentativa de assegurar seus direitos oferecidos na Carta Magna, que estabelece a fabricação de veículos de transporte coletivo, a fim de afirmar o acesso adequado aos deficientes. Por conseguinte, é inadmissível que o país não consiga atender as demandas da Constituição Federal e não tenha lugares com total acessibilidade.
Portanto é necessário a criação de medidas para atenuar essa triste situação. Então, o Governo Federal, órgão responsável pela administração dos interesses federais, deve contratar mais empresas privadas de transportes coletivos, em parceria com os municípios, mediante a destinação de verba. Espera-se, com isso, a diminuição da superlotação nesses veículos. Além disso, as cidades, áreas urbanizadas, devem construir, por meio de aprovação de verba por parte do Governo Federal, mais rampas, a fim de garantir a acessibilidade. Desse modo, o Manifesto Futurista vai ser contemplado de maneira totalitária - em relação a velocidade dos veículos - e os cidadãos brasileiros vão ter os seus direitos assegurados.