A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 08/12/2020
“Era neblina, hoje é poluição; asfalto quente queima os pés no chão; carros em profusão, confusão”, trecho da obra musical “Passarinhos”, do cantor Emicida. Em analogia a esse trecho, pode-se colocar em pauta a questão da mobilidade no Brasil, problema que está sempre sendo evidenciado, uma vez que corrobora os princípios da saúde ambiental do país e a questão da diferença social persistente atualmente. Nesse viés, é importante debater esse tema no Brasil hodierno, uma vez que o número excessivo de carros nas rodovias é consequência da má qualidade dos transportes públicos e, também, é inegável citar a cultura do carro/individualismo enraizada na nação.
A princípio, é importante explanar que o índice de poluição aumenta conforme o números de automóveis aumenta, uma vez que há maior quantidade de poluentes lançados no meio ambiente. Contudo, o número excessivo de carros no território brasileiro possui como uma das consequências a má qualidade dos transportes públicos disponibilizados, o que acarreta a individualidade nos carros, que poderia ser minimizada caso houvesse melhorias no setor de transporte. Isso mostra-se evidente que, como proferido pelo filósofo grego Aristóteles, que o bem individual deve estar abaixo do bem da cidade. Sendo assim, é preciso que haja medidas para que ocorro a responsabilidade ambiental - diminuição dos poluentes gerados pela combustão da gasolina/álcool/diesel dos carros em pauta.
Além, disso criou-se na sociedade uma cultura em que o carro é sinônimo de status social. O Brasil, no período do Governo de Juscelino Kubitschek, presenciou grande investimento no setor automobilístico, o que corroborou para o conceito de que a preferência por automóveis é uma herança histórica da política rodoviarista do país. Assim, por ter essa cultura enraizada, os indivíduos tomam preferência de fazer o uso de seus bens privados até mesmo para a realização de custas distâncias, para que ocorra o empoderamento individual, o que gera um prazer momentâneo. Esse fator, com certeza, também faz com que haja o aumento do problema supradito, já que corrobora os princípios da coletividade e ética ambiental.
Portanto, urge que os Ministério dos Transportes e Ministério das Cidades, com o objetivo de diminuir a circulação de transportes privados, por meio de verbas disponibilizadas pelo Governo, efetuem melhorias nas rodovias, invistam em transporte de massa com preços acessíveis e qualidade, e também façam planejamento urbano, para que não haja congestionamentos que são recorrentes nos grandes fluxos urbanos. Além disso, devem construir ciclovias para incentivas o uso de meios alternativos de transporte - bikes - para que reduza a poluição geradas por automóveis a motor. Efetivada essa ação, a problemática em voga torna-se-á menos presente no cotidiano brasileiro.