A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 26/12/2020
Na curta-metragem “Hapiness”, do diretor e ilustrador Steve Cutts, retrata-se em uma de suas cenas a realidade do trânsito nas rodovias e os impactos causados aos cidadãos.Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que tem se buscado alternativas para melhorar a mobilidade urbana no Brasil.Esse cenário preocupante ocorre não só pelo excesso de veículos nas rodovias brasileiras, mas também pela inabilidade do Estado em promover uma infraestrutura de locomoção de qualidade.
Mormente, deve-se salientar que a grande quantidade de veículos presente nas vias do país, muitas vezes desnecessária, inviabilizam uma melhor mobilidade urbana no Brasil.Nesse viés, tal realidade encontra-se em conformidade com a teoria do historiador Leandro Karnall, “Cultura do esbanjamento”:segundo ele, é quando sentimentos de insatisfação material desencadeiam em maior consumo e, por conseguinte, grandes quantidades de veículos na rodovia.Percebe-se, então, que a problemática segue o conceito do pensador, já que muitas famílias possuem mais que um véiculo e esse excesso é um dos fatores dos congestionamentos.Prova disso são dados do site “folhauol”, os quais afirmam um ônibus coletivo equivale ao uso de 12 carros.Dessa maneira, nota-se que o excesso de veículos tem contribuído para permanência dos problemas da mobilidade urbana no país. (TN)
Nesse contexto, ressalta-se que, adjunto ao citado, a inabilidade do Estado na promoção de uma infraestrutura locomotiva de qualidade tem dificultado uma melhoria da mobilidade urbana no país.Sob esse prisma, compara-se essa situação com a teoria do sociólogo Émille Durkheim, “Anomia social”:segundo ele, quando uma das partes do corpo social apresentam falhas, as outras certamente são afetadas.Atenta-se, assim, que a questão percorre um caminho semelhante ao do teórico, já que Estado não tem cumprido sua função com êxito, afinal existem lacunas que tem inviabilizado a resolução desse problema.Prova disso são dados do site “scielo”, os quais afirmam que 3 a cada 4 pessoas se atrasam no trabalho devido à baixa quantidade de transportes público no país.Dessarte, é notório que essa inabilidade dos corpos sociais tem inviabilizado a melhoria da locomoção nas vias.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para uma melhor mobilidade urbana no Brasil. Para que isso ocorra, cabe à mídia conscientizar a população sobre as consequências de um esbanjamento, mediante propagandas televisivas em horários nobres, porque assim se obtém um alcance maior de pesoas, com o objetivo de amortecer os grandes números de veículos no país. Ademais, urge que as prefeituras assegurem melhores condições aos cidadãos, por meio da contratação de novas empresas de transporte público, pois desta forma garante-se uma sociedade, a fim de mitigar a inabilidade do Estado.Assim, é possível viver em uma realidade oposta a de HPnss.