A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 08/04/2021

O Brasil foi palco de inúmeras transformações políticas e sociais no século XX. Nesse período, por exemplo, destacam-se as mudanças dos meios de tranporte, geradas pelo implemento de rodovias e pela posterior massificação no consumo de carros. Tais mudanças, infelizmente, a longo prazo, se mostram distantes de serem soluções ideais para a mobilidade urbana, tendo em vista que o uso extensivo de veículos geram problemas sociais e ambientais.

Inicialmente é necessário compreender que o uso acentuado de carros é gerado, em grande parte, pela ineficiência dos transportes coletivos. Exemplificando, ônibus e metrôs são marcados por: superlotação, poucas linhas de atendimento e altas tarifas. Corroborando com essa conjuntura, poucas cidades brasileiras ofertam meios seguros e altenativos de tranporte, como ciclovias e calçadas iluminadas. Tal realidade gera consequências difíceis de serem amenizadas.

Por conseguinte, o uso massivo de veículos individuais provocam congestionamentos e fazem com que o trânsito torne-se um local estressante, capaz de causar inúmeros trantornos em seus diversos atores- motoristas, passageiros, pedestres e ciclistas. Além disso, os automóveis são apontados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, como um dos principais emissores de gases poluentes, extremamente nocivos ao meio ambiente e à saúde. Diante dessa realidade medidas são necessárias para atenuar a problemática.

Destarte, o Governo Federal, em parceria com prefeituras, deve destinar um maior percentual financeiro para realizar melhorias no transporte coletivo, através da aquisição de novos veículos que certamente atenderão mais locais e amenizirão a superlotação. Além disso, devem ser contruídas ciclovias e ciclofaixas iluminadas, com o objetivo de incentivar o transporte alternativo, de maneira segura, e não poluente. Tais medidas, certamente, auxiliarão na formação de cidades com maior mobilidade e sustentabilidade.