A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 21/05/2021
No Governo de Juscelino Kubitschek, entre os anos de 1956 e 1961, houve um aumento expressivo no número de construções de rodovias e investimentos em indústrias automobilísticas, o que proporcionou um grande fluxo de carros nas ruas brasileiras. Nesse contexto, a má qualidade do transporte público, gerando um maior interesse da população na compra de carros particulares e os problemas sociais como o estresse e a ansiedade, contribuem para os impasses relacionados à mobilidade urbana no Brasil.
Em primeiro lugar, o acréscimo de novos carros devido à precária situação em que os veículos públicos se destacam, colabora para tal problemática. Diante disso, o conto “A autoestrada do Sul”, de Júlio Cortázar, retrata um engarrafamento que dura anos e que pode ser lido como uma grande crítica às precariedades na mobilidade urbana. Dessa forma, os desejos por carros próprios, auxiliando na velocidade até o destino, originados pela forma escassa dos veículos públicos eleva os problemas encontrados nas ruas.
Além disso, estresse, ansiedade e diversos transtornos sociais ocasionados pelas extensas horas de trânsito são outros fatores que causam empecilhos referentes à locomoção urbana. Nesse sentido, os versos da canção “Construção”, de Chico Buarque, trazem os contratempos que o trânsito pode trazer, agravado na canção por uma morte trágica. Desse modo, o engarrafamento nas ruas brasileiras possibilita o aparecimento de doenças ou distúrbios com altas horas de espera e atraso.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Os prefeitos municipais devem investir em maior segurança, melhores assentos e automóveis, por meio de verbas destinada especificamente ao setor de transporte, a fim de melhorar a situação dos veículos públicos, diminuindo assim a quantidade de carros com apenas uma pessoa, pois essa irá preferir os meios de transporte coletivos. Como efeito social, críticas como abordas no conto “A autoestrada do Sul” serão reduzidas.