A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 31/05/2021
O plano desenvolvimentista de Juselino Kubitschek favoreceu não só o sistema rodoviarista com a construção de rodovias como também a instalação de indústrias automobilísticas com o intuito de facilitar a locomoção de produtos e pessoas no Brasil. No entanto, hoje, a morosidade do trânsito nas grandes cidades, torna a mobilidade urbana um desafio para o setor público, tem suas causas na má qualidade do transporte público, com superlotações, e na monopolização das vias pelos carros que impactam na economia do país, no bem-estar da população e no meio ambiente.
Primeiramente, destaca-se o fato de, segundo o Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, aproximadamente, metade da população brasileira necessária do transporte público para realizar seus afazeres do dia e mais de 70% não considerar, minimamente, como bom. Dessa forma, fica questionável a eficiência dos ônibus e metrôs cedidos pelo Governo, uma vez que, é muito comum casos de superlotação em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, tanto o governo JK, com o desenvolvimento centrado no transporte rodoviário, quanto o governo Lula, com o incentivo fiscal que foi a redução do IPI, foram facilitadores para o crescimento exponencial de veículos particulares que, atualmente, devido ao alto número, causam engarramentos nas metrópoles brasileiras.
Consequentemente, a produtividade das atividades dessas regiões é afetada por ocorrer muitos atrasos, devido a grande quantidade de horas que são necessárias para o deslocamento de sua residência até o seu trabalho. Outro problema, ainda transmissão pelo congestionamento, é o estresse que ocorre por uma junção de cansaço e barulhos intensos de motores, podendo causar problemas psicológicos crônicos. Ademais, para que um carro se movimente é preciso que seu motor queime o combustível com o auxílio do oxigênio e libere a energia juntamente com o gás carbônico, que, por sua vez, é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa, o grande problema ambiental vigente na atualidade.
Conclui-se, portanto, que cabem aos Governos municipais, prefeituras, melhorar e diversificar o transporte público através da ampliação do contingente de ônibus ea implementação de calçadas e ciclovias maiores e mais iluminadas, solução imposta por Bogotá, capital da Colômbia, para que dessa forma a população que já utiliza o transporte público tenhha maior conforto e a que utiliza o transporte privado se sintaxe segura e convencida a migrar para o meio coletivo.