A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 05/07/2021

Durante o governo JK, na década de 60, uma das propostas do Estado era a do desenvolvimento nacional, por meio do slogan “50 anos em 5”. Tal iniciativa previa a construção de rodovias como símbolo da evolução do país, porém, não deu enfoque à analise das especificidades de cada região do Brasil, o que acarretou a mobilidade urbana deficitária. Desta maneira, problemáticas, como o impacto econômico e o aumento na aquisição de veículos particulares devem ser estudadas para que se busquem soluções.

Em primeiro plano, vale destacar como a ausência de mobilidade urbana prejudica diretamente a economia do país. Em sua maioria, os trabalhores moram em periferias, regiões afastadas dos grandes centros industriais, e, por isso, precisam se deslocar por horas até o local de serviço, o que gera um desgarte físico e emocional antes mesmo do início efetivo do trabalho e contribui para um rendimento inferior do mesmo. Conforme uma série de reportagens sobre mobilidade urbana da Globo News, o Brasil perde, por ano, cerca de, 4% do seu PIB, o que ratifica esse impacto econômico.

Em segundo lugar, a ideia de poder e superioridade que a aquisição de um carro traz popularmente também contribui para essa situação. Devido a mobilidade urbana precária, muitas pessoas preferem comprar um automóvel particular com a intenção de um deslocamento mais ágil. Entretanto, com a superlotação de veículos nas estradas isso não acontece, além de intensificar os congestionamentos e a falta de locomoção. A exemplo tem-se uma notícia do site G1, na qual relata a média de 1 carro para cada 4 pessoas, no Brasil, o que confirma essa ideia social.

Portanto, realizar a pesquisa das especificidades regionais para constribuir na mobilidade urbana e mudar o cenário histórico é necessário. Sendo assim, o Ministério dos Transportes, em conjunto com Univesidades Federais, deve elaborar tal pesquisa, por meio de relatórios dos cursos de arquitetura e engenharias que mostrem os modais em potencial nas suas regiões, a fim de estabelecer algo concreto para a realização de mudanças. Ademais, com a criação dessa pesquisa, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional executar obras e adaptações nas vias, por intermédio da construção de ciclofaixas e valorização do transporte público de qualidade, visando melhorar a mobilidade nacional.