A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/08/2021

Durante o governo de Juscelino Kubitschek, no limiar da década de 1990, o Brasil se destacou no processo rodoviário, com o objetivo de integrar as demais regiões, ao contrário do que ocorreu no Segundo Reinado, quando os investimentos eram voltados para o transporte ferroviário, bem como nos países desenvolvidos. Sendo assim, em vista do cenário hodierno, a sociedade padece concomitantemente sob os desafios da má mobilidade urbana, uma vez que os meios de locomoção estão concentrados em estradas, de modo que esse empeço esteja intimimamente ligado com o passado histórico do país. Destarte, dois alicerces tornam- se fundamentais na consolidação dessa problemática: a ineficiência das ciclovias e o descompromisso do Poder Público com a população.

Nesse ínterim, a má infraestrutura de ciclovias é uma das principais responsáveis por essa mazela do âmbito social, visto que a tendência é que os cidadãos optem por veículos individuais. Um exemplo que concretriza esse fato é o da cidade de Itapetininga, que gastou 200 mil reais na construção dessa modalidade, de acordo com o portal de transferência, porém o espaço espaço exercicido por ela é inadequado para realização de atividades em decorrência do trânsito Itapetiningano em seu entorno. Logo, tal conduta é desrespeitosa com os indivíduos, considerando os riscos à saúde dos mesmo.

Outrossim, é notório a ineficiência do aparato institucional na garantia dos direitos de ir e vir, diferente do que prevê a Constituição de 1988, devido a precariedade dos transportes públicos. Dessa forma, muitas pessoas com maior poder aquisitivo aderem aos meios de deslocamentos particulares, fato que corrobora o congestionamento do trânsito e por consequência, o estresse, pois o excesso de veículos impedem a fácil locomoção. Posto isso, é inadmissível que em um país de alta taxa tributária o Estado não invista em ônibus.

Portanto, em vista dos paradigmas supracitados, urge ao Governo, como principal órgão público, promover a construção de trens e metrôs, por intermédio do bom aproveitamento de impostos e uma melhor fiscalização da infraestrutura de ciclovias. Espera- se com isso, uma mobilidade urbana digna e que assim, o Brasil se aproxime das práticas do período imperial.