A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 04/09/2021
O século XIX é marcado pela invenção do primeiro ônibus com motor movido a gasolina, tendo sido criado pelos fundadores da marca Mercedes-Benz: o engenheiro Karl Benz, juntamente do cientista Gottlieb Daimler. O Benz Landauer tinha oito assentos e conectava as cidades alemãs Siegen, Netphen e Deuz. Assim também ocorre no período atual: o veículo é um dos principais responsáveis pela locomoção em massa no meio urbano brasileiro, sendo uma opção ambientalmente mais sustentável que o carro próprio, porém acaba por não oferecer a devida segurança em decorrência da superlotação destes automóveis.
Em primeiro plano, o uso de transportes coletivos é uma forma eficiente de preservar o meio ambiente. Isso acontece, pois, ao optar por deslocar-se via ônibus, por exemplo, além de reduzir consideravelmente a probabilidade de que acidentes ocorram, a diminuição de carros nas ruas ajuda a amenizar a quantidade liberada de dióxido de carbono (Co2) para a atmosfera. Segundo a revista brasileira Exame, estudos realizados pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) afirmam que 72,6% das emissões de gases efeito estufa são originados pelos automóveis. Por essa razão, se faz necessário o incentivo ao uso desse meio de locomoção.
Em contrapartida, no Brasil hodierno, os transportes públicos não fornecem a proteção crucial aos passageiros, como consequência da superlotação destes veículos. Com a alta demanda de usuários e poucas frotas disponíveis, a população acaba por ficar vulnerável a assaltos, assédios, assassinatos e uma infinidade de delitos. Conforme pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (IPEA), em 2011, estima-se que haja apenas 1 ônibus para cada 427 habitantes. Vale também ressaltar que, durante os seis primeiros meses de 2020, 131 roubos a coletivos foram relatados em Fortaleza, aponta a Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social (SSPDS). Portanto, é notório que a falta de viaturas coletivas dificulte a qualidade de vida dos cidadãos.
Assim sendo, é fundamental que medidas sejam tomadas para assegurar a solução das problemáticas. Dessarte, os governos federais, estaduais e municipais devem disponibilizar mais frotas de ônibus, optando por veículos sustentáveis a fim de atenuar os impactos do efeito estufa no meio ambiente, e, além disso, estabelecer por lei a necessidade de haver, no mínimo, um segurança por transporte público, garantindo a proteção dos passageiros de coletivos e divulgando as mudanças por intermédio da mídia com o intuito informar e incentivar a população. Somente assim, o povo brasileiro poderá viver de forma segura sem impactar o ecossistema.