A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 12/09/2021
Após o fim da Guerra Fria, em 1990, e o estabelecimento do capitalismo em praticamente todo o mundo, as indústrias automobilísticas investem cada vez mais em mecanismos tecnológicos para promoverem seus produtos de maneira direcionada e flexibilizada aos usuários.Com efeito, nota-se o crescente número de pessoas consumistas e endividadas, correlação intrinsecamente ligada aos problemas da mobilidade urbana.Assim, cabe a análise acerca das causas, consequências e uma possível solução da problemática.
Em primeiro plano, é importante ressaltar como o Governo e suas aplicações impulsionam o aumento da transição urbana.Nesse caso,a Constituição de 1988 garante a todos os indivíduos o direito à segurança,livre circulação e ao bem-estar social.Contudo,devido aos escassos investimentos governamentais em planejamento rodoviário e distribuição dos transportes públicos,medidas que reduziriam o trânsito e engarrafamento,isso não é firmado.Logo,uma melhor administração e fiscalização por parte de algumas gestões é imprescindível para melhorar a mobilidade urbana.
Outrossim, é válido apontar o consumismo como facilitador indireto para os problemas de locomoção populacional.A esse respeito, segundo dados do portal G1, 1 a cada 4 habitantes possuem automóvel no Brasil.Isso ocorre porque, com o Advento da revolução tecnológica, as pessoas são cada vez mais moldadas por padrões capitalistas, o que gerou poder de compra e,consequentemente,uma alienação coletiva em massa.Paralelamente, esse é o objetivo da indústria cultural para os pensadores da Escola de Frankfurt:produzir produtos a partir do gosto de cada cidadão, para direcioná-lo, torná-lo homogêneo e,logo, facilmente atingível.
Diante do exposto, é evidente a necessidade de investimentos para mitigar os impasses da mobilidade urbana.Para tanto, cabe ao Governo Federal investir em estradas e rodovias, por meio de ciclovias e faixas exclusivas, com o intuito de diminuir o engarrafamento.Ademais, convém às entidades governamentais ampliar verbas destinadas aos transportes públicos, por intermédio de debates engajados na esfera social,além de inserir a sociedade de forma ativa nos conselhos locais, com o fito de planejar e organizar o sistema urbano, para diminuir o trânsito, o consumismo acelerado e a poluição ao meio ambiente.Dessa forma, será possível minorar os efeitos da mobilidade urbana e, somente assim ,poder devolver o direito de livre circulação e bem-estar social, bem como defendido pela Constituição de 1988.