A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 17/09/2021

Segundo a Constituição, é dever do Estado garantir o direito de ir e vir da população. Contudo, não é o que ocorre, visto que a mobilidade urbana no Brasil é caótica, principalmente devido a deficiência dos modais de transporte associado a falta de planejamento do espaço. Dessa forma, esses fatores limitam a locomoção dos indivíduos, bem como, provocam impactos sociais e ambientais.

Em primeira análise, o movimento ‘‘Passe Livre’’ ocorrido em 2013, em que milhares de pessoas se reuniram para manifestar em prol do preço do transporte coletivo, demonstra a insatisfação da sociedade com a qualidade dos modais públicos oferecidos no país. Sendo assim, dentre os maiores problemas apresentados por esse sistema estão, a falta de linhas de mêtros e ônibus que visem suportar a quantidade de pessoas. Com isso, a populção é submetida diariamente a longas horas de espera e também com a superlotação desses transportes. Como exemplo, trabalhadores precisam acordar muito cedo para chegarem ao seu local de trabalho sem atraso. Consequentemente, essa rotina se torna algo maçante e cansativo, gerando prejuízos psicológios para esses seres, como a ansiedade e estresse.

Ademais, com o exôdo rural, mais de 80% da pupulação vive atualmente nas cidades, conforme o IBGE. Todavia, esse aumento populacional veio desacompanhado de políticas públicas que objetivicassem comportar todos esses indivíduos. Assim, esse fator gerou uma sobrecarga de veículos nas cidades, ocasionando grandes problemas ambientais, uma vez que, esses automóveis expelem gases tóxicos que são responsáveis pelo agravamento da poluição do ar e pela chuva ácida. Nesse contexto, é preciso incentivar as pessoas a diminuírem o uso de carros e afins. Porém, como o transporte público é ineficente e as ruas não oferecerem uma infraestrutura adequada para pedestres e ciclistas, a população não se sente incentivada a optar por outros modais. Logo, é notório que muitos são os problemas fomentado pela falta de planejamento do espaço, devendo ser mitigado esse imbróglio.

Por tudo isso, cabe ao Estado no papel do Ministério da infraestrutura em parceria com as empresas de transportes públicos, colocar mais ônibus circulando nas cidades e ampliar as linhas de mêtro, com o objetivo de mitigar  a superlotação desses veículos. Como efeito, diminuir o tempo de espera das pessoas. Outrossim, as prefeituras devem reformar as ruas das cidades, por meio da construção de  ciclovias e calçadas, a fim de tornar a mobilidade urbana mais fluida e incentivar  as pessoas a optarem por caminhar e andar de bicicleta, ao invés de ultilizar veículos próprios. Colocando isso em prática, também será possível reduzir a poluição e preservar  o meio ambiente.