A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 17/11/2021

Durante a Terceira Revolução Industrial, o crescimento da indústria automobilística teve um salto. A sociedade foi se tornando cada vez mais consumista e detentora dos mais diversos produtos. No Brasil, a população é bastante mista com relação à renda e, mesmo com esse cenário, a posse de um veículo automotor foi se tornando cada vez mais necessária devido à falta de segurança na mobilidade urbana. Sendo assim, são requisitadas ações imediatas para a redução das consequências advindas desse movimento.

Primeiramente, é válido ressaltar que houve um aumento no número de carros por parte da população. Isso é visível de acordo com dados disponibilizados pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), em que um em cada quatro habitantes brasileiros já possuem esse meio de transporte. A principal razão é a segurança, fator deficiente nas viaturas públicas brasileiras. Com isso, uma métrica inversamente proporcional e de extrema importância ficou mais explícita: a velocidade média do trânsito, que vem diminuindo gradativamente e é uma das principais queixas dos motoristas. Além disso, o individualismo emergiu com mais força, deixando o senso de coletividade para trás, afetando outras relações. Logo, há uma carência na mobilidade urbana, especialmente pública, que deve ser resolvida para obter melhores condições sociais.

Ademais, as consequências desse processo afetam diretamente as pessoas e o seu ambiente. A poluição é um dos fatores mais emblemáticos, pois prejudica a saúde populacional e o meio ambiente. A baixa velocidade nas vias provoca estresse, porém, mais do que isso, buscas por caminhos mais velozes, gerando imprudência e acidentes. Países como Inglaterra e Noruega encontraram soluções como pedágios em avenidas principais ou tributação de um valor fixo para quem utilizar aquelas vias durante um dia inteiro. Ações como essa reduziram o número de veículos nas regiões metropolitanas e ainda colaboraram para um aumento da velocidade.

Portanto, para termos uma mobilidade urbana melhor no Brasil, é preciso que o Governo Federal, através de uma parceria com o Denatran, reforce a segurança nos transportes públicos para estimular a sua utilização, havendo dentro de cada veículo um policial treinado ao invés de um cobrador (trabalho que pode permanecer sendo de responsabilidade do motorista) para ficar atento a todos que estão nas paradas, aumentando a segurança e velocidade média, e ainda reduzindo o número de carros nas vias. Outra solução seria as prefeituras estabelecerem um valor fixo para carros e motos ao dirigir no centro das cidades, induzindo a população ao transporte coletivo ou aos meios ecologicamente adequados, como bicicletas.